19.11.2013 | 13h38


NACIONAL / TEMPESTADE CLEÓPATRA

Família brasileira que morreu na Itália voltaria para o país no início do ano

Agricultor de Divinolândia (SP) foi à Sardenha buscar um trabalho melhor.


DA REDAÇÃO

A família brasileira que morreu nas inundações da ilha italiana da Sardenha, na madrugada desta terça-feira (19), voltaria a morar no Brasil no início do ano, segundo o pai de uma das vítimas. Izael Passoni foi com a esposa e dois filhos para a Itália há oitos anos em busca de melhores oportunidades de trabalho. “Eles voltariam porque estavam se sentindo sozinhos”, relatou o lavrador Abel Passoni, de 72 anos.

 O agricultor de 42 anos trabalhava na plantação de batata e cebola em Divinolândia (SP), mas com a crise na lavoura decidiu se mudar. Na Itália, ele conseguiu um emprego como jardineiro em uma casa onde também morava.

 Izael, a esposa Cleide Mara, de 39 anos, o filho Weriston, de 21, e a filha Laine Kellen, de 17, dormiam no porão da casa na cidade de Arzachena quando o temporal começou. “Eles não perceberam a chuva, por isso não tiveram tempo de sair. Ninguém conseguiu comunicar a família, porque lá o telefone não pega”, explicou o pai.

 Abel recebeu a notícia da morte da família pelo telefone. “Um pastor da igreja de Milão me ligou às 5h para comunicar o fato. Agora estamos tentando trazer os corpos para Divinolândia para fazer o sepultamento aqui”, falou Abel. Segundo ele, o consulado-geral do Brasil em Roma já entrou em contato para tratar sobre o assunto.

Último contato
O lavrador contou que falava com o filho todas as semanas. O último contato por telefone foi no domingo (17). “A gente se falava sempre porque ele tinha muita saudade. Eles se casaram 22 anos atrás aqui em Divinolândia, então é todo mundo daqui. Mas estava tudo bem”, contou o pai. Segundo o consulado, a Cleide Mara era de Poços de Caldas.

Aviso
Segundo o pai do agricultor, a família foi preparada por Deus para receber a notícia. “No culto de ontem à noite, eu falei que alguém receberia uma notícia triste em relação à família no dia seguinte e que toda a igreja deveria estar preparada e dar apoio. Eu falei isso porque recebi esse aviso, era uma preparação”, falou Abel, que também é pastor.

 Segundo ele, entretanto, sua esposa passou mal assim que soube da morte do filho, nora e netos e precisou ser socorrida. Ela foi levada ao hospital do município, onde foi medicada e liberada.











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