30.08.2012 | 09h44


CARNE SUÍNA

Estado visa mercado de SC

A partir de 2013, unidade sulista exportará ao Japão, abrindo espaço para o produto no Brasil



Produtores de carne suína de Mato Grosso já planejam ocupar espaços do mercado brasileiro deixados por Santa Catarina. Isso porque o Estado sulista obteve aval para direcionar a partir de 2013 parte da sua produção para o Japão, o que deve diminuir o fornecimento dentro do país. O fato de o Estado mato-grossense não ter status de zona livre da aftosa sem vacinação, assim como Santa Catarina, impede, pelo menos agora, a exportação da mercadoria regional para o Oriente.

Suinocultores regionais pressionam, todavia, o governo federal para que busque a abertura de outros novos mercados, como já ocorre com a Ásia. Somente para a China, as exportações estaduais cresceram em julho 95,9% frente junho, salto de 223 toneladas para 437 toneladas e em comparação a julho de 2011 o acréscimo foi de 14,3%. Apesar da melhora, os produtores ainda amargam prejuízos. Neste mês, o preço pago pelo suíno vivo voltou a cair depois que o consumidor reduziu a compra da carne devido ao aumento de preço nos supermercados. O encarecimento é fruto da alta no valor da ração provocada pela falta de milho no mercado.

JAPÃO

De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Paulo Lucion, a abertura do Japão à carne suína de Santa Catarina beneficiará todo o Brasil. “Santa Catarina diminuirá a entrega de carne dentro do Brasil, com isso os demais Estados, principalmente Mato Grosso, passarão a comercializar para onde ela vendia a carne. O que é muito bom para nós, pois para o Japão é muito difícil conseguirmos abrir mercado, pois não temos o status de livre da aftosa sem vacinação. Entretanto, seguimos pressionando o governo federal para que busque outros clientes”.

O fato é confirmado pelo analista de mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), João Henrique Buschin. “Além disso temos outros países que a cada mês ampliam as compras, como é o caso da China”. O analista comenta que conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em julho 437 toneladas de carne suína foram enviadas para a China, o volume é superior as 223 toneladas de junho e 382 toneladas de julho de 2011.

Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Mato Grosso exportou de janeiro a julho deste ano US$ 14,10 milhões em carne suína, 44% a menos que em 2011. Contudo, no mês de julho houve elevação de 18,6% nos embarques ante o mês do ano passado, um salto de US$ 1,963 milhão para US$ 2,330 milhões.

Preços – Levantamento do Imea mostra que em agosto o produtor está gastando em média R$ 2,46 para produzir um quilo de carne suína e recebendo o mesmo valor ao vender para o frigorífico.

“Entretanto, nesta semana o produtor está recebendo em média R$ 2,63 e gastando R$ 2,46. Voltou-se a ter lucro, contudo ainda é pouco para recuperação do setor. Já temos notícias de estabilidade nos preços pagos aos produtores nos próximos dias por ser final de mês”, comenta Buschin, frisando que 72% dos R$ 2,46 gastos para produzir um quilo de carne refere-se a alimentação do animal.











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