30.08.2012 | 14h40


RECESSÃO

Crise atual é pior que a de 2009, afirma o ministro Mantega

"Os países avançados continuam empurrando com a barriga os seus problemas", afirma ministro



O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira que "os países avançados continuam empurrando com a barriga os seus problemas" e avaliou que as expectativas são de que os problemas do cenário econômico internacional não serão resolvidos no curto prazo. Mantega avaliou ainda que a atual fase da crise econômica está pior do que em 2008 e 2009.

"Em termos de gravidade do que está acontecendo hoje, 2012 é pior do que estava acontecendo em 2009", declarou na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto.

O ministro disse ainda que o cenário da economia mundial não melhorou. "Se falarmos da situação internacional, as notícias continuam ruins", afirmou.

Mantega ainda apontou que a crise está mais prolongada e está criando mais danos à economia. Mesmo com o cenário adverso na economia, o ministro reafirmou que o Brasil deve chegar ao final de 2012 com a taxa de crescimento anualizada em torno de 4%.

Juros em queda

A taxa básica de juros, Selic, está num patamar mais adequado para estimular a produção no Brasil, afirmou o ministro da Fazenda, acrescentando, no entanto, que os juros nos bancos ainda não estão em posição de estimular o consumo.

"Houve queda no spread que os bancos cobram no país... Porém ainda não estamos com uma taxa de juros adequada praticada pelos bancos", disse, um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortar a Selic em mais 0,50 ponto percentual, para a mínima histórica de 7,50%, para ajudar na recuperação da economia.











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