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09.09.2012 | 09h17


NACIONAL / LAVOURA

Conab aponta clima como motivador de recorde

O clima segue o principal motivo para o recorde da 2ª safra do milho 2011/2012 em Mato Grosso



O clima segue o principal motivo para o recorde da 2ª safra do milho 2011/2012 em Mato Grosso. O 11º levantamento de safra da Conab consolida, o que os produtores já vinham falando, o fato com alta de 107,2% na produção do cereal atingindo assim 15,025 milhões de toneladas (t) neste ciclo contra as 7,25 milhões da “safrinha” 2010/2011. Comparando com as 38,86 milhões/t colhidas no Brasil o Estado é responsável por 38,6% de tal volume e 60,1% das 24,99 milhões/t do Centro-Oeste. O IBGE, também, confirma o recorde com 15,030 milhões/t e 39% de participação na safra nacional. 

Para produtores e entidades a “supersafra” só está tendo resultados positivos por conta da quebra nos Estados Unidos e Sul do Brasil que proporcionaram preços recordes, chegando a saca a ser vendida a mais de R$ 20 em alguns municípios. Conforme a Conab, a área do milho 2ª safra fixou em 44,1% de aumento, de 1,83 milhão de hectares (ha) para 2,64 milhões. A produtividade cresceu 43,8% de 3.950 quilos/ha para 5.680 quilos/ha. A produção apontada no levantamento, divulgado ontem, é ainda maior que as 14,78 milhões/t apresentadas em agosto.

Ao se analisar a soma da 1ª e 2ª safras Mato Grosso produziu 15,610 milhões/t, um volume 104,9% superior aos 7,619 milhões/t da safra 2010/2011. Tal volume na safra 2011/2012 representa 21,4% das 72,73 milhões/t nacional, que por sinal superou as 66,38 milhões/t da soja brasileira, e 50,8% das 30,71 milhões do Centro-Oeste.

“Tais resultados apresentados pelas duas entidades só vem a confirmar o que já sabíamos e o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea) vinha apontando há cerca de dois meses”, comenta o produtor de Sorriso e diretor administrativo e financeiro da Aprosoja-MT e Famato, Nelson Piccoli. 

Segundo ele, o milho de fato só está tendo resultado positivo para o setor devido à quebra de produção nos Estados e no Sul do Brasil. “A área ampliou, pois conseguimos colher a soja no tempo certo e choveu acima do esperado o que levou a estes recordes, mas se não fossem as quebras, principalmente dos Estados Unidos, teríamos prejuízos pelos preços baixos.Antes de plantar a próxima safra o produtor deverá ter cautela”.

Piccoli frisa que o problema atual é quanto a nova lei que regulamenta a profissão dos motoristas e as greves.“Já temos 75% milho vendido, mas não conseguimos escoar por conta das greves, a nova lei do motorista e os bloqueios nas rodovias. Os armazéns estão lotados e a soja está para plantar”.

IBGE

Segundo o IBGE, a produção aumentou 102,4% de 7,42 milhões/t para 15,030 milhões/t. A área apontada é a mesma da Conab 2,645 milhões/ha e a produtividade de 5.681 quilos/ha.

Conforme o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, a 2ª safra brasileira do milho ajudará a garantir o abastecimento interno. “Mesmo com a nova projeção de exportações, que aponta 16 milhões de toneladas embarcadas de milho neste ano, a produção que está prevista garantirá o abastecimento no nosso país. Sabemos das dificuldades para o transporte, mas estamos buscando alternativas para solucionar esse problema”, diz Roch.

 











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