04.07.2020 | 16h50


NACIONAL / REABERTOS

Clientes de bar cantam 'eu não vou embora' para a fiscalização

Prefeitura do Rio interditou três bares e aplicou 28 multas na noite de sexta-feira (3)



A Prefeitura do Rio interditou três bares e aplicou 28 multas na noite de sexta-feira (3), a segunda em que este tipo de estabelecimento e restaurantes foram permitidos a reabrir após as medidas de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.

Ao todo, 26 bares foram inspecionados. As três interdições, segundo a prefeitura, foram por aglomeração, na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Em um dos bares interditados, o público debochou da fiscalização, cantando "Eu não vou embora".

Um bar em Botafogo e quatro no Leblon foram multados por, segundo a administração municipal, manterem mesas e cadeiras dispostas de forma irregular, promovendo a aglomeração e a ocupação ilegal.

Somando as inspeções feitas desde quinta nos estabelecimentos que voltaram a funcionar com o início da Fase 3 da reabertura econômica da cidade, são 127 pontos comerciais vistoriados com um total de 99 infrações aplicadas por diversas irregularidades, como aglomeração e o não cumprimento do distanciamento de dois metros entre mesas e pessoas.

Na operação da noite desta sexta, o comboio de fiscalização inspecionou quatro bares na Barra da Tijuca (os três interditados e multados por aglomeração e mais um infracionado por falta de licença sanitária), três em Botafogo (com um multado) e 16 no Leblon (14 multas foram aplicadas).

No Leblon, quatro multas foram aplicadas por falta de licença sanitária, duas por falta de insumos para a higienização das mãos, duas pelo não cumprimento do distanciamento de dois metros entre as mesas, uma por aglomeração e uma por alimentos vencidos, com 35 quilos de produtos descartados.

"Se o dono do bar está dando a bebida na mão dos clientes, e as pessoas estão se aglomerando nas ruas, ele também está promovendo aglomeração. Então ele é corresponsável e tem que parar a operação. A gente está orientando sobre isso, porque alguns estão pensando que se o problema está acontecendo fora do estabelecimento eles estão livres de infrações, mas não estão", disse Flávio Graça, superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária.

As operações são feitas por comboios integrados por profissionais da Vigilância Sanitária (pasta vinculada à Secretaria Municipal de Saúde), Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano (da Secretaria Municipal de Fazenda).

O foco principal das ações, ainda de acordo com a prefeitura, é a conferir se as medidas higiênico-sanitária para o combate à Covid-19 estão sendo cumpridas, incluindo o fornecimento de insumos para a higienização das mãos, como dispensadores de sabonete líquido, papel-toalha descartável e álcool 70% em gel.











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