08.08.2016 | 08h23


INTERNACIONAL

Ataque suicida em hospital deixa mais de 60 mortos no Paquistão

Ao menos 70 pessoas também ficaram feridas em Quetta. Advogado assassinado havia sido levado ao hospital onde ocorreu ataque.



Um ataque suicida com bombas deixou ao menos 63 mortos e 70 feridos em um hospital de Quetta, no oeste do Paquistão, nesta segunda-feira (8), segundo rede americana CNN. Nenhum grupo reivindicou o atentado.

"Há muitos feridos, então o número de mortos pode subir", afirmou Rehmat Saleh Baloch, ministro da Saúde da província de Balochistão, segundo a agência France Presse.

A explosão ocorreu por volta de 9h30 no horário local (2h30 no horário de Brasília), em um momento em que muitos advogados e jornalistas se concentravam no hospital após o assassinato do presidente do colégio de advogados da província do Balochistão. Bilal Anwar Kasi foi morto a tiros por um grupo de homens não identificados.

Imagens de televisão mostraram cenas de caos, com pessoas em pânico fugindo em meio aos destroços à medida que a fumaça tomava conta dos corredores do hospital, segundo a Reuters. A France Presse relatou que os corpos ficaram espalhados em meio a muito sangue e cacos de vidro.

O chefe do governo de Balochistão, Sanaullah Zehri, afirmou ao canal de televisão Geo que se trata de um ataque suicida "planejado", que contava com o atentado contra o advogado e a chegada de outros profissionais ao hospital para ser realizado.

O político disse desconhecer o responsável pelo ataque e afirmou que grupos insurgentes estão se concentrando em alvos "brandos". Após a explosão, foi declarado estado de emergência em todos os hospitais da cidade.

O primeiro-ministro do Paquistão, Muhammad Nawaz Sharif, condenou o ataque ao hospital. "Ninguém é autorizado a perturbar a paz na província, que foi restaurada graças aos inúmeros sacrifícios das forças de segurança, da polícia e o povo do Balochistão", disse ele em um comunicado, de acordo com a CNN.

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