01.08.2020 | 10h22


GERAL / CULTURA DA ESMOLA

Venezuelanos lotam esquinas de Cuiabá e colocam filhos em perigo

Abordagens continuam sendo feitas e promotora afirma que pais poderão perder a guarda das crianças, muitas delas de colo


DA REDAÇÃO

Os cruzamentos e semáforos das principais vias públicas tomados por famílias de refugiados venezuelanos pedindo esmolas fazem parte de um cenário cada vez mais comum em Cuiabá. O chefe do Ministério Público Estadual, o procurador-geral de Justiça José Antônio Borges, revelou preocupação principalmente pelas crianças, muitas delas de colo, que ficam expostas a todo tipo de perigo nas ruas e ajudando os pais a pedir esmola.

Recentemente, revelou o procurador-geral, o MP juntamente ao Juizado da Infância e Juventude cobrou providências por parte da Prefeitura Municipal para retirar esses menores das ruas, parados em trechos com o intenso fluxo de veículos. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano (Smasdh), Hellen Janayna Ferreira de Jesus, disse que o trabalho de abordagem social nas ruas continua mesmo com a pandemia.

Hellen lembrou que diariamente realizam abordagens orientativas com a distribuição de informativos no idioma deles e, por fim, acabam verificando que parte é remanescente, famílias que já foram encaminhadas para uma moradia, empregos e as crianças para escolas, mas eles voltas para as ruas. Ela contou que, no caso dos remanescentes, ao ver que serão abordados pelos fiscais, já pegam seus filhos e partem do local e outros chegam a ser agressivos.

Para a secretária, a questão cultural atrapalha bastante essa acolhida. Ela explicou que em algumas comunidades venezuelanas, a mulher tem importante papel na administração do orçamento familiar para a aquisição dos alimentos, geralmente por meio desse tipo de coleta.

Desde o início do ano, a Secretaria, o Conselho Tutelar, a Pastoral do Imigrante e o MP vem unindo forças para resolver o problemas, mas, além desses casos remanescente, as famílias de refugiados continuam chegando. A previsão é que depois que passar esse período de maior risco da pandemia, voltem a intensificar essas abordagens, realizar mutirões para um monitoramento mais preciso dessas famílias e até, se necessário, por em prática medidas mais rígidas.

A promotora da Infância e Juventude do MP Valnice Silva dos Santos adiantou que a Secretaria e o Conselho Tutelar irão passar um relatório dessas abordagens e se mesmo depois de toda orientação, acolhida e advertência essas famílias insistirem em permanecer mendigando, a Junta da Vara da Infância e Juventude deverá convocá-las e se novamente não atenderem, saírem das ruas com os filhos, medidas rigídas previstas no Estatuto da Criança e Adolescente poderão ser tomadas.

"Esse pai e essa mãe poderão perder o poder familiar sobre a criança, que é o de cuidar e protegê-las", assinalou a promotora sobre a posibilidade da perda da guarda dos filhos.

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Crédito: Repórter MT
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(3) COMENTÁRIOS

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Maria Auxiliadora Cândida Souza  02.08.20 19h56
Não são só os venezuelanos, Cuiabá inteiro está de ferias; ruas lotadas, bares lotados, toda esquina que tem um bar ou distribuidora tem gente aglomerada e não é venezuelano! Vamos parar de enrolar o rabo sentar em cima e ficar apontando o dedo para o rabo alheio??!!!

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yaniset rodriguez guerra   02.08.20 02h54
Si Nos embian donaciones a nuestras casas

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yaniset rodriguez guerra   02.08.20 02h38
Es verdad los niños corren un gran peligro pero es muchos de nosotros necesitamos ayuda y si no los llebamos no se nos ayuda será q escribiendo por este medio podamos resolber me pregunto de que otra forma podemos hacer para resibir ayuda porque no solo comida es lo que necesitamos yo por ejemplo tengo una niña de 1 mes y nesnecesito pañales y leches y en la casa pastoral no lo hay como hacemos me puede responder

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