05.09.2015 | 08h33


GERAL / CLIMA DE DESERTO

Umidade do ar chega a 9%; especialistas alertam para complicações respiratórias

Alguns cuidados, no entanto, podem ser tomados para prevenir o surgimento e o agravamento destes problemas, como a hidratação e a não exposição no período de maior intensidade solar.


DA REDAÇÃO

Neste período de seca, que vai de agosto a novembro, são comuns as doenças respiratórias, como rinite alérgica e asma, além de problemas na pele, nos olhos e sangramento nasal.

“Ao menor sinal de mal-estar, devem ser levados ao serviço de saúde”, aconselha o diretor, que também é médico

O Ministério da Saúde adverte que os estados do Centro-Oeste já estão vivendo a plenitude desta fase em que baixa muito a umidade do ar.

Em Cuiabá os termômetros têm marcado até 47 graus. Esta sensação térmica muda de acordo com a umidade do ar, que está muito baixa na capital e no interior de Mato Grosso. Em Cuiabá, está girando em torno de 9% a 14%. Uma referência para clima desértico é 15%. 

Alguns cuidados, no entanto, podem ser tomados para prevenir o surgimento e o agravamento destes problemas.

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica que as doenças respiratórias são as mais preocupantes, principalmente entre crianças e idosos.

“São grupos mais frágeis que, ao serem afetados por algum problema, apresentam chance maior de complicação”, observa ele. Na sua avaliação, é importante que as crianças e os idosos, principalmente os que são dependentes de outros, sejam mantidos hidratados. “Ao menor sinal de mal-estar, devem ser levados ao serviço de saúde”, aconselha o diretor, que também é médico

HIDRATAÇÃO

Para enfrentar a intensidade da seca, ele recomenda a hidratação. “A pessoa deve se hidratar bem, com água ou com qualquer outra bebida não alcoólica, contendo água. Eventualmente, se os sintomas incomodarem muito, é bom usar soro fisiológico, com água e um pouco de sal, para gotejamento no nariz”, recomenda.

“A pessoa deve se hidratar bem, com água ou com qualquer outra bebida não alcoólica, contendo água. Eventualmente, se os sintomas incomodarem muito, é bom usar soro fisiológico no nariz"


Segundo o diretor, os olhos e a pele também necessitam de cuidados especiais. “Quem tem a pele ressecada, por exemplo, percebe que ela piora. Nada que o uso de uma loção, ou de um hidratante, não minimize. Algumas pessoas têm mais sensibilidade na região dos olhos, com a ocorrência de irritações, porém não é necessária nenhuma medida especial”, complementa.

O sangramento nasal é outro complicador comum durante a seca. Cláudio Maierovitch, entretanto, tranquiliza os que apresentam esses sintomas. “A primeira medida a ser tomada é sempre conter o sangramento, pressionando a narina do lado que está sangrando por alguns minutos, esperando que pare espontaneamente”, explica.

Se o sangramento for mais agudo, o conselho é usar um tampão nasal, que pode ser feito com um algodão, papel higiênico macio ou lenço de papel. “Caso o sangramento não pare, é necessário recorrer ao serviço de saúde para que seja feito um tapamento mais eficaz. É importante, ainda, é saber se a pessoa é hipertensa e se não está fazendo uso de medicamento”, assegura o médico.

ALERTA

Os atletas também devem respeitar os horários e evitar atividades físicas externas no período de maior exposição ao sol e, consequentemente ,de umidade mais baixa.

Em algumas situações muito críticas, a umidade pode ser tão baixa que justifique a suspensão de atividades que exijam maior esforço físico. “São situações que deixam as pessoas expostas a uma sobrecarga, o que acaba aguçando os sintomas e o mal-estar”, observa o diretor. Por isso, os atletas também devem respeitar os horários e evitar atividades físicas externas no período de maior exposição ao sol e, consequentemente ,de umidade mais baixa.

“Assim, como no caso da iluminação solar -  que é mais intensa no meio do dia, entre 10h e 16h - o ar costuma ficar mais seco, tornando este período do dia inadequado para a prática de exercícios físicos”, completa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera como situação de alerta quando a umidade relativa do ar cai para menos de 30%.

  











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