06.11.2014 | 22h13


DESACORDO COMERCIAL

Trincheira Jurumirm pode parar por falta de pagamentos a empresários

A obra faz parte do pacote de intervenções de travessia urbana, e é a maior da Capital


DA REDAÇÃO

A Trincheira Jurumirim, localizada na Avenida Miguel Sutil, é a maior obra de mobilidade urbana da Capital e está na fase final da construção, faltando sinalização de trânsito e ajustes nas rotatórias suspensas.

De acordo com a Secopa, empresas subcontratadas pelo consórcio Sobelltar (formado pelas empresas Elenco Construções Ltda - líder -, Sobrenco Engenharia e Comércio e Construtora Tardelli Ltda.) têm feito cobranças referentes aos serviços prestados que não foram totalmente quitados.

“Algumas empresas subcontratadas do consórcio estão reclamando de desacordo comercial. A Secopa fez todos os pagamentos, que somam R$ 49,4 milhões até agora. O valor da obra é de R$ 50,5 milhões. Não há nenhuma medição atrasada, e o ultimo pagamento foi feito em 29 de outubro, no valor de R$ 544 mil”, disse a comunicação.

Os valores dos débitos não foram divulgados pela pasta, que não teria controle sobre os pagamentos feitos pelo consórcio. A assessoria de comunicação da secretaria afirmou nesta quinta-feira (6), que as dívidas não devem interferir na inauguração, ainda sem data marcada para ocorrer. No entanto, donos de empreitas têm declarado que devem paralisar as atividades nos próximos dias.

Assessoria

TRINCHEIRA JURUMIRIM

Trincheira do Jurumirim está quase pronta; obra é motivo de polêmica entre Consórcio e subempreiteiras por falta de pagamento


“É desacordo comercial deles. Não pagaram, e isso é algo que o Governo não tem gestão na administração da empresa, né? O dinheiro vai pra conta dela, e ela pode pagar o que quiser. Pode pagar outra obra, que é o que muitas vezes acontece, mas não vai influenciar na entrega da obra”, ressaltou uma fonte da Secopa.

Para a Secretaria, o consórcio tem interesse em resolver a questão e teriam afirmado em reunião realizada esta semana que não deixariam que um “valor ínfimo” atrapalhasse a inauguração da obra.

“Não vão deixar que uma coisa tão pequena interfira, diante de uma obra de 1km, tão complexa como foi a trincheira, que enfrentou tantas dificuldades, desapropriações e remoção de interferências”, completou a fonte. 

A reportagem tentou manter contato com o consórcio Sobelltar, mas sem êxito.

A OBRA

Com 915 metros de extensão, a maior de todas as trincheiras abrangerá o trecho um pouco antes da Avenida dos Trabalhadores (Av.; Dante de Oliveira) até depois do cruzamento da Avenida Jurumirim (Av. Gonçalo Antunes de Barros), próximo ao viaduto da Avenida do CPA.

A obra faz parte do pacote de intervenções de travessia urbana, resultado entre um convênio entre o Governo do Estado e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).











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