21.06.2019 | 14h10


NEGOU CRIME

Tribunal do Júri inocenta mãe de ter assassinado filha de 23 dias estrangulada

Juliana Jesus Miranda estava presa, em regime fechado, devido à condenação de 22 de junho de 2016, em que foi determinada a reclusão por 16 anos.



O Tribunal do Júri inocentou Juliana Jesus Miranda da Silva, que havia sido condenada por matar estrangulada a filha recém-nascida, de 23 dias, em Cuiabá, em 2008.

Ela negou ter cometido o crime e os jurados acataram o posicionamento da defesa.

Ela passou por novo julgamento, na quarta-feira (19), na Primeira Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá, a pedido da defesa, que moveu recurso na segunda instância do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou que ela passasse por um novo Tribunal do Júri.

Juliana estava presa, em regime fechado, devido à condenação de 22 de junho de 2016, em que foi determinada a reclusão por 16 anos. 

Acusação do MP

A morte ocorreu na madrugada do dia 23 de junho de 2008, em um hotel próximo à rodoviária de Cuiabá, no bairro Alvorada, onde Juliana trabalhava e morava com a recém-nascida e outro filho de dois anos, na época.

A denúncia feita pelo Ministério Público aponta que por volta da meia noite, Juliana teria acordado com o choro da criança, que ainda não tinha registro de nascimento e se chamaria Ana Júlia. Irritada com o barulho do choro, a mulher teria batido a cabeça da criança contra a cama. Como Ana Júlia não parava de chorar, Juliana teria a estrangulado até desmaiar e voltado a dormir.

Por volta das 4 horas daquela madrugada, a mulher teria acordado e visto que a criança estava morta, com sangue escorrendo pela boca. Ela telefonou para o pai da criança, que estava viajando e disse que havia acontecido um acidente. Somente quando ele retornou é que Juliana alegou que havia sufocado a criança enquanto dormia, de forma acidental.

Enquanto o pai telefonava para a polícia, Juliana deixou o outro filho com a dona do hotel e fugiu.

Ela foi presa três dias depois, em decorrência de outro mandado de prisão, que havia contra ela pela morte de outro filho, em Barão de Melgaço, no ano de 2006. Este outro filho morreu com o pescoço quebrado pelo ex-companheiro de Juliana, com quem ela deixou o menino para ir a uma festa. Ela respondia criminalmente por abandono de incapaz. 











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