21.05.2020 | 09h44


GERAL / CÂES FORAM JOGADOS EM CÓRREGO

Terceirizada alega que Clínica Veterinária do Povo pediu coleta clandestina

WM ambiental afirma que funcionários jogaram cães mortos em córrego usando caminhão da empresa sem autorização. Eles teriam sido pagos por fora pela CVP


DA REDAÇÃO

A empresa WM ambiental rebateu as acusações da Clínica Veterinária do Povo, em nota, nesta quarta-feira (20), na qual afirmou que não possuí contrato com a clínica. A WM apontou que o veículo que foi até o local, para realizar a coleta de 18 cachorros mortos, não tinha autorização e nem ciência da empresa.

O último serviço realizado para a veterinária foi em maio de 2017. A partir desta data foi suspensa a coleta por falta de pagamento. A empresa ainda alega que há dívidas que nunca foram quitadas.

“A coleta foi solicitada clandestinamente através do responsável pela clínica, direto no telefone particular do funcionário da WM”, informou.

A empresa lamenta o ocorrido.

O Caso

A Clínica Veterinária do Povo foi apontada como a responsável pelo descarte irregular de 18 cachorros mortos encontrados em uma região de mata, à beira de um córrego, do bairro Jardim Imperial, na última quinta-feira (14), em Cuiabá. A veterinária repudiou as acusações e afirmou que é responsável pelo material até a entrega da coleta, na porta, e que não pode ser responsabilizada por atos de outra empresa.

Segundo a Clínica Veterinária do Povo, os responsáveis entregaram na unidade policial documentos de coleta do resíduo pela empresa credenciada, assim como foram disponibilizadas gravações internas que mostram a empresa com seu caminhão, devidamente identificado, e o funcionário coletando os resíduos para providenciar o descarte correto.

A WM rebate esse cenário e afirma que houve uma contratação clandestina, pois devido às dívidas a veterinária não conseguiu firmar novo contrato com a WM.

“Esclarecendo ainda que o veículo que realizou a coleta pertence à empresa WM, porém se deslocou ao referido local sem o conhecimento e consentimento da empresa, o que foi esclarecido pelos próprios funcionários, onde relataram para autoridade policial e confessaram que realizaram a coleta, agindo em benefício próprio, eximindo qualquer responsabilidade da empresa”, explicou a empresa de coleta.

“Ressaltamos ainda que o documento de coleta apresentado em nota pela Veterinária do Povo nas redes sociais não corresponde com a veracidade dos fatos, e isso será́ comprovado pelas vias de fato e de direito”, salientou.

O caso segue em investigação pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente.

Veja nota na íntegra:

Tendo em vista as últimas informações veiculadas através de jornal local, e reiterando o compromisso firmado com seus clientes, parceiros comerciais e sociedade, a WM Ambiental vem esclarecer que:

Não possui contrato vigente com a empresa Clínica Veterinária do Povo, sendo a última coleta regular por meio de contratação legal, realizada em Maio de 2017, e que a partir desta data os serviços foram suspensos por falta de pagamentos, que inclusive nunca foram quitados.

Esclarecendo ainda que, o veículo que realizou a coleta pertence à empresa WM, porém se deslocou ao referido local sem o conhecimento e consentimento da empresa, o que foi esclarecido pelos próprios funcionários, onde relataram para autoridade policial e confessaram que realizaram a coleta, agindo em benefício próprio, eximindo qualquer responsabilidade da empresa.

A coleta foi solicitada clandestinamente através do responsável pela clínica, direto no telefone particular do funcionário da WM.

A contratação clandestina ocorreu porque a Veterinária possui débitos a serem quitados com a empresa, onde não conseguiria reativar seu contrato e suas coletas, sem que antes houvesse pagamento das faturas em aberto.

Ressaltamos ainda que, o documento de coleta apresentado em nota pela Veterinária do Povo nas redes sociais, não correspondem com a veracidade dos fatos, e isso será́ comprovado pelas vias de fato e de direito.

Lamentamos o ocorrido, infelizmente no ramo empresarial estamos sujeitos a contratação de indivíduos que possam contrariar as regras e princípios da empresa, e neste caso já foram responsabilizados por isso, tendo sido demitidos logo após a confissão.

Permanecemos a inteira disposição da imprensa para maiores esclarecimentos, enaltecendo a competência da Delegacia do Meio Ambiente, sempre em busca da verdade real.

Atenciosamente.

Á direção











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Matéria(s) relacionada(s):

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO