13.09.2019 | 09h20


CLIMA DE DESERTO

Tempo vira, mas não chove em Cuiabá; entenda por quê

Estamos dentro de uma depressão, e isso causa uma aerificação na área, destaca o tenente-coronel e assessor de proteção da Defesa Civil, Paulo Selva.


DA REDAÇÃO

Cuiabá recebeu uma queda na temperatura, rajadas de vento e o tempo virou na última quinta (12), no final da tarde para a noite. No entanto, diferente do que muitos esperavam, não choveu e a umidade segue baixa, registrando os10%.

Em entrevista à Rádio Metrópole FM, na manhã desta sexta-feira (13), o tenente-coronel e assessor de proteção da Defesa Civil, Paulo Selva, explicou que se trata de uma interação entre as estações Inverno e Primavera, o que gera fenômenos meteorológicos climáticos.

“Esse é o final do Inverno e se aproxima a Primavera, então é comum acontecer essa interação de uma estação com a outra, o que gera rajadas de vento.”, esclarece Selva.

“Esse é o final do Inverno e se aproxima a Primavera, então é comum acontecer essa interação de uma estação com a outra, o que gera rajadas de vento.”, esclarece Selva.

“O regime de vento deve ter modificado a temperatura. Estamos dentro de uma depressão, e isso causa uma aerificação na área”, continua.

Sobre a seca, o tenente-coronel explica que as previsões determinam que as chuvas tenham início na primeira semana do mês de outubro.

“Pode ser que ocorra antes desse período, mas os equipamentos apontam apenas na primeira semana de outubro”, argumenta.

 

Selva disse que a previsão é de uma temperatura média, na casa dos 35 graus, com 10% de umidade, para esta sexta-feira (13).  A umidade “está abaixando cada vez mais, é severo, estamos em estado emergencial“, lembra.

Fenômenos em Cuiabá 

Na última quarta-feira (11), o raro fenômeno da chuva virga, ou como é conhecida chuva invisível, passou em Cuiabá. Nesse episódio, a água cai das nuvens, mas não chega a tocar o chão. Foram apenas três milímetros de água.

Segundo Paulo Selva, essa chuva não ameniza o calor. “Com essa quantidade mínima a água não chega tocar o solo. Devido à temperatura acaba evaporando no ar”, explica Selva.











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