22.07.2015 | 11h30


"OBRADAS DA COPA"

Técnicos aprovam viaduto da Sefaz; Secid prevê liberação para o dia 30

Opinião deve ser respaldada em relatório técnico a ser emitido pela empresa contratada para que fez o teste de segurança no elevado.


DA REDAÇÃO

Após um caminhão pesando 45 toneladas transitar 12 vezes pelo viaduto Jamil Boutros Nadaf,o problemático viaduto da Sefaz, na avenida do CPA, técnicos da LSE Laboratório de Sistemas Estruturais, empresa contratada pela Secretaria de Estado de Cidades (Secid) para fazer um teste de segurança na estrutura que está interditada há um ano para reparos, acenaram positivamente.

O teste de segurança iniciou na noite de terça-feira (21), com a presença do governador Pedro Taques (PDT), e continuou pela madrugada desta quarta (22), finalizando por volta das 3h30.

Um relatório técnico, a ser entregue à Secid até o dia 29 deste mês, deve afiançar a segurança da estrutura. O secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, disse à imprensa que, se isso realmente acontecer, o que é esperado, o elevado será liberado para o trânsito no próximo dia 30, o que interessa muito para milhares de moradores e trabalhadores que passam pela avenida do CPA no ponto do viaduto e enfrentam intenso fluxo do trânsito na rotina.

“Gastaram muito dinheiro para fazer isso ai, está novinho em folha, zerado”

A LSE é especializada em ensaios de fadiga, vibrações estruturais, monitoração de estruturas de grande porte e desenvolvimento de novos sistemas estruturais.

O relatório que emitirá terá como base as vibrações captadas por sensores instalados no carro de teste, cujo peso se aproxima ao dos carros, ônibus e outros veículos que possam transitar no local, e no viaduto.

O carro de teste passou na pista elevada mais rápido, devagar, mais à direita, mais à esquerda e buscando diversas intensidades e posições.

Com as toneladas na carroceria, o carro de teste passou na pista elevada mais rápido, devagar, mais à direita, mais à esquerda e buscando diversas intensidades e posições.

O secretário Chiletto afirma que este é um novo viaduto, do ponto de vista estrutural.

“Descobriram erros no 'caixão' e refizeram todos os cálculos. Faltava botar mais ferro e a estrutura não estava bem dimensionada para suportar a carga, embora não tivesse risco de cair. Mas este é um viaduto novo, só não mudou a geometria dele, mas o restante é como se fosse um viaduto novo. Gastaram muito dinheiro para fazer isso aí”, comentou Chiletto, se referindo ao Consórcio VLT, responsável pelo empreendimento. “Está novinho em folha, zerado”, garante.

"Este é um viaduto novo, só não mudou a geometria dele, mas o restante é como se fosse um viaduto novo. Gastaram muito dinheiro para fazer isso aí”, comentou Chiletto.

O teste, segundo o secretário, foi importante para ver se a estrutura se comporta, na prática, simulando inclusive trânsito pesado, como a teoria e os novos cálculos apontam.

O que foi mantido é a geometria do elevado, associada ao brinquedo infantil hot wheels. Na época em que a obra foi interditada, 'memes' correram nas redes sociais fazendo'link' entre a mal sucedida obra da Copa e a pista dos carrinhos incendiados da moda.

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Um dos memes que circularam pelas redes sociais

Chiletto criticou o governo anterior que liberou a estrutura, às pressas, sem fazer teste de segurança e afirma que desta vez isso só será possível com base em relatório técnico.

O Conselho Regional de Engenharia (Crea), que emitiu publicamente várias opiniões preocupantes sobre os empreendimentos da Copa, antes e depois do mundial, não foi chamado para acompanhar os trabalhos no viaduto da Sefaz, conforme o engenheiro André Schuring.

Schuring afirma que os problemas neste elevado eram vários e que ele não pode falar se tudo foi cumprido e se a obra dá realmente segurança a quem transitar por ali, porque não sabe exatamente o que foi feito.

“O que posso dizer é que, na época em que foi entregue, o Crea viu responsabilidade tanto de quem projetou, quanto de quem executou e fiscalizou a obra”, destaca.

HISTÓRICO

Inaugurado em fevereiro de 2014, o Viaduto foi interditado pelo próprio consórcio construtor em agosto do mesmo ano devido à constatação de problemas na construção. Para solucionar as pendências estruturais, os trabalhos foram iniciados em fevereiro deste ano. As obras de reparo foram divididas em 15 etapas e realizadas de forma conjunta. Os gastos com o reforço estrutural estão sendo pagos pelo próprio Consórcio, que também é responsável pela obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).  











(1) COMENTÁRIOS

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joaoderondonopolis  22.07.15 15h07
Já falei e irei repetir para meus filhos que moram em Cuiabá, nunca usar os viadutos, pois não oferecem segurança nenhuma, se acontecer algum acidente o estado vai indenizar só que daqui uns 100 anos.

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