26.08.2015 | 08h01


GERAL / A 'MAROLINHA' CRESCEU

Taxa de desemprego quase dobra em MT e chega a 6,2%, aponta o IBGE

No mesmo período do ano passado, os indicadores eram de 3,9% e agora chegaram a 6,2%, em Mato Grosso. No Brasil, estão ainda mais altos. A média nacional é de 8,3%.


DA REDAÇÃO

Aumentou a taxa de desemprego neste segundo trimestre de 2015 na faixa etária acima de 14 anos no Brasil e em Mato Grosso também, de acordo com dados do IBGE,  divulgados nesta terça-feira (25).

Confira os dados do desemprego.

No mesmo período do ano passado, os indicadores eram de 3,9% e agora chegaram a 6,2%, em Mato Grosso. No Brasil, estão ainda mais altos. A média nacional é de 8,3% de pessoas que em abril e junho de 2015 estavam sem trabalho.

No mesmo período do ano passado, os indicadores eram de 3,9% e agora chegaram a 6,2%, em Mato Grosso. No Brasil, estão ainda mais altos. A média nacional é de 8,3% de pessoas que em abril e junho de 2015 estavam sem trabalho.

Além da redução do número de vagas, reduziu também o rendimento médio real de todos os serviços, que variou de R$ 1.939,93, no segundo trimestre do ano passado, para R$ 1.895,88. Isso em Mato Grosso, onde o trabalhador perdeu R$ 44,05 por mês. No país, este indicador melhorou.

O desemprego é um dos problemas sociais mais graves no mundo, porque quem não tem salário não consome, potencializando a crise instalada.

Do ponto de vista emocional e individual, também não é fácil passar por esta situação de desemprego, principalmente para quem é arrimo de família ou divide as dívidas e tem filho.

Já fui a 15 entrevistas e nada. Estou apertada de grana, devendo cartão de crédito, com o nome sujo na praça”, lamenta Pollyana.

É o caso de Pollyana Moraes, de 19 anos, do bairro São Sebastião, em Cuiabá, que, apesar de jovem, já é casada, precisa dividir o peso das contas com o marido, e, além disso, tem um filho de dois anos. O marido dela está trabalhando, ele é técnico em manutenção de academia, mas ela, desde janeiro, não acha nada.

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Pollyana, com o marido e o filho: precisa trabalhar para ajudar em casa.

“Estou procurando qualquer coisa, secretária, recepcionista, porque sou casada, tenho filho e, sem trabalho, o dinheiro não vem. Já fui a 15 entrevistas e nada. Estou apertada de grana, devendo cartão de crédito, com o nome sujo na praça”, lamenta.

Pollyana está sentindo os efeitos da crise internacional, que se arrasta desde 2008.

O economista Maurício Munhoz explica que, para entender como uma crise internacional bate à porta de pessoas comuns, é preciso pensar que funciona como uma bola de neve.

“Como o mundo é muito globalizado, se a Rússia está em crise, por exemplo, não compra do Brasil e dos países da América Latina”, exemplifica. Sendo assim, a indústria enfraquece e demite. O desemprego, além de reduzir o poder de compra das pessoas, provoca a inadimplência, ou seja, dívidas. “Os bancos, diante disso, aumentam os juros”, avisa o economista.

Ele faz um comparativo para facilitar o entendimento da rede impactada pela crise.

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Até a China está em crise, diz Maurício Munhoz.

“Por exemplo, uma pessoa tem um restaurante que não vai bem, está com dívida bancária, e conta com 50 funcionários. Ela vai fechar ou demitir e isso vai mudar a vida dessas 50 pessoas, interferir no que elas vão consumir, já que, sem emprego ou correndo o risco de perder, vão comprar menos não somente supérfluos, mas também o básico, como mercado”, compara o especialista em mercado de câmbio.

Munhoz destaca que em 2012, quando Lula disse que a crise era uma “marolinha”, ele estava certo. “Minha opinião é que pessoas da classe C, que saíram de uma condição muito ruim e passaram a consumir, é que seguraram a marola”.

Munhoz destaca que em 2012, quando Lula disse que a crise era uma “marolinha”, ele estava certo. “Minha opinião é que pessoas da classe C, que saíram de uma condição muito ruim e passaram a consumir, é que seguraram a marola”.

Agora que a onda cresceu e o dinheiro da classe C esgotou, a presidente Dilma reconheceu publicamente nesta segunda-feira (24) que o Brasil está realmente sentindo a crise. "Até a China está em crise".

Maurício Munhoz vê, sobretudo, nesta crise que afeta o Brasil um aspecto psicológico. Segundo ele, essa briga entre PSDB e PT cria um clima de fragilidade também econômica e não só política.

Para reverter indicadores de desemprego, o que é uma tarefa árdua, o economista vê como saída deixar que a economia normalmente retome o equilíbrio o que pode demorar muito ou a intervenção do Estado, dando isenções, como no setor automobilístico, que facilitam a compra.











(1) COMENTÁRIOS

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alexandre  26.08.15 09h25
crise psicologica ? chama o psicologo que resolve, o mundo vem em crise, alguns paises se ajustaram, outros se omitiram como o Brasil não se ajustou pelo contrário gastou mais ainda em POPULISMO tanto que quebrou o pais. Apostando no consumo das familias que se esgotou, tinha que gastar menos em BENEFÍCIOS SOCIAIS e investir em infra estrutura, não em copa e olimpiadas, a explosao da inflação é culpa do governo que manipulou as tarifas publicas eleitoralmente e depois soltou os preços, agora teve que subir os juros pra controlar a inflação que o próprio governo gerou. a crise vai até 2017. como a china vai investir no Brasil se ela também está quebrada ? se vence crises com trabalho não com OTIMISMO lulista EXACERBADO, vai ter aumento na conta de luz e impostos para as empresas. quem gera emprego são as empresas e dilma faz tudo para atrapalhar. o desempregoe por consequência a violência vai aumentar. mesmo passado vídeo bonito de panela cheia. o Ajuste fiscal era pra ser feito em 2009 mais tardar em 2013, não agora que a conta já estourou...

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