22.07.2015 | 12h07


"TUDO DE RUIM"

Taques revela que inclinação de viaduto da UFMT não permitirá subida do VLT

O viaduto construído próximo a Universidade Federal de Mato Grosso, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, passa por um estudo técnico que revelou que o ângulo de inclinação da obra não permite a subida do VLT.


DA REDAÇÃO

Como se não bastassem os constantes alagamentos na região do viaduto Clóvis Roberto, mais conhecido como "viaduto da UFMT", o governo do Estado suspeita agora que seja impossível a passagem do VLT, pela obra devido aos erros 'grosseiros' de engenharia, descobertos recentemente, que seriam ainda pior que os já registrados. A informação foi confirmada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, durante sua participação no programa Conexão Poder, da TV Pantanal.

“Não é possível que uma empresa construa um viaduto como aquele lá [da UFMT]. É uma obra que conseguiu reunir tudo que é de ruim", disparou Paulo Taques.

O viaduto construído próximo a Universidade Federal de Mato Grosso, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, passa por um estudo técnico devido aos problemas na drenagem das cabeceiras (que sobrepõe o córrego do Barbado) e principalmente as complicações que tem causado no trânsito por causa dos alagamentos, justamente ao contrário da proposta de melhoria no tráfego da cidade. Foi nesta vistoria que surgiu a descoberta de outro erro. O ângulo de inclinação da obra não permite a subida do VLT.

“Não é possível que uma empresa construa um viaduto como aquele lá [da UFMT]. É uma obra que conseguiu reunir tudo que é de ruim. Então, estamos analisando como melhorar o viaduto”, revelou o secretário na entrevista veiculada no último domingo (19).

Mesmo com todas essas dificuldades, o secretário garante que o Estado vai conseguir ‘consertar’ os erros e garantir a conclusão do VLT. “Tem o que fazer e nós vamos fazer. Estamos estudando como resolver dentro desse imbróglio uma forma de melhorar o trânsito naquela região, drenar o local, que em época da chuva vira um caos”, define Paulo Taques.

"Estamos estudando como resolver dentro desse imbróglio uma forma de melhorar o trânsito naquela região"

O VLT, que seria concluído em março do ano passado antes da Copa do Mundo, iria custar no inicio quase R$ 1,5 bilhão, hoje tem apenas 30% dos trabalhos executados e mais de R$ 1 bilhão já foram cosumidos pelas empresas que executam o projeto.

Desde o início do governo Pedro Taques (PDT) a obra está parada, isso porque a empresa pede mais R$ 800 milhões para terminar o VLT. Por esse motivo a construção virou caso de Justiça e agora é preciso um parecer para conclusão da projeto.

Outro detalhe que chama a atenção é o fato de parte dos trilhos serem instalados antes do término dos serviços, além da compra antecipada dos vagões que seguem estacionados, sem previsão de funcionamento, no pátio do Centro de Comando e Controle, próximo o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.

Assessoria

viaduto ufmt

 Obra tem diversos erros grosseiros.

OBRA ‘EMPACADA’

O que era para ser o maior investimento em mobilidade urbana da história de Mato Grosso se tornou o um dos maiores problemas do estado. Iniciadas em 2012, na gestão do então governador Silval Barbosa (PMDB), as obras de implantação do metrô de superfície ‘empacaram’ e podem demorar mais de cinco anos para ficarem prontas. Se tudo caminhar bem, até 2018 os cuiabanos podem conseguir ver o trem chegar ao bairro do Porto na capital, pelo menos é o que prevê o cronograma da empresa entregue ao governo no início de 2015. Com a extinção da Secretária Extraordinária da Copa (Secopa), a responsabilidade para executar a obra junto ao Consórcio passou a ser da Secretaria de Estado de Cidades, sob o comando de Eduardo Chilleto.

 

 Confira trecho da entrevista:

CLIQUE AQUI e assista na íntegra. 

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(1) COMENTÁRIOS

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jose roberto  22.07.15 13h27
CREIO QUE TENHO A SOLUÇÃO EM 3 PASSOS: 1- LEVANTAMENTO DE TODAS AS EMPRESAS E PRAZOS COMBINADOS COM AS MESMAS, O QUE NÃO FOI CUMPRIDO OBRIGA SE A FAZER SEM CUSTO ADICIONAL. 2- QUEM TIROU VANTAGEM DE TODAS ESSAS OBRAS DO VLT QUE SEJA INVESTIGADO SEU PATRIMÔNIO ANTES E DEPOIS DAS OBRAS. 3- ESQUEÇAM O PROJETO VLT, DESTRUA TUDO QUE FOI CONSTRUIDO, DEVOLVAM SE OS VAGÕES, INICIEM E TERMINEM O PROJETO DO BRT, COLOQUE OS RESPONSÁVEIS DOS DESVIOS NA CADEIA POR UM ANO, CONFISQUEM O DINHEIRO ROUBADO E REEMBOLSE O ESTADO, QUE ESSAS PESSOAS NUNCA MAIS CONCORRAM A FUTURAS ELEIÇÕES, SE FOREM FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, QUE SEJAM EXONERADOS.

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