23.05.2016 | 11h21


GERAL / 200 ACAMPADOS

Taques nega privatização de escolas e propõe diálogo em audiências; estudantes têm reivindicações e críticas

“Não fecharemos escolas, pelo contrário, abriremos mais Não privatizaremos,apenas construiremos novas unidades via PPP", disse Taques


DA REDAÇÃO

Para conversar com os estudantes secundaristas, acampados desde a noite deste domingo (22) na Escola Estadual Elmaz Gattas Monteiro, em Várzea Grande, em protesto contra “roubos” na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o governador Pedro Taques (PSDB) informou, por meio do Gabinete de Comunicação (Gcom), que fará audiências públicas. Taques garante que neste espaço de audiência ouvirá opiniões e contribuições da população.

"Não privatizaremos escolas públicas. Apenas construiremos novas unidades via PPP. Não demitiremos os profissionais da educação, que, aliás, são servidores públicos e assim devem continuar. Ao contrário, precisaremos de mais concurso público", frisou o governador.

O Gcom ainda não informou qual a data, local e horário das audiências.

Os estudantes estão acampados na escola por tempo indeterminado. Eles têm três pautas de reivindicações.

A primeira delas é que são contra o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) na prestação de serviços educacionais, acreditando que a injeção de dinheiro particular nas escolas interferiria no aspecto público e gratuito delas. O governo assinou as chamadas PPPs para atender, inicialmente, necessidades de 76 unidades e uma delas é a Elmaz Gattas.

Para Taques, as audiências públicas servirão para explicar à sociedade o benefício das PPPs e desmistificar qualquer relação com uma possível privatização da educação pública.

“Não fecharemos escolas, pelo contrário, abriremos mais escolas. Não privatizaremos escolas públicas. Apenas construiremos novas unidades via PPP. Não demitiremos os profissionais da educação, que, aliás, são servidores públicos e assim devem continuar. Ao contrário, precisaremos de mais concurso público. Estamos trabalhando para sobrar mais recursos para investimentos na parte pedagógica, para contratação de professores e para dar mais dignidade a toda comunidade escolar”, afirmou o governador.

“Queremos os R$ 56 milhões aplicados em Educação”, cobra o presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes (AME), Juarez França, de 19 anos, se referindo ao valor das licitações apuradas pelo Gaeco na Rêmora.

O recado dos alunos vai também para os deputados estaduais para que abram a CPI da Seduc, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT)e apurem no âmbito Legislativo como funcionava o esquema de fraude na licitações de 23 obras de construção e reformas em escolas estaduais, na capital e interior. O esquema foi desmantelado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), dia 3 de maio.

“Queremos os R$ 56 milhões aplicados em Educação”, cobra o presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes (AME), Juarez França, de 19 anos, se referindo ao valor das licitações apuradas pelo Gaeco na Rêmora.

A terceira e última pauta é contra o “autoritarismo” de Taques na condução da Educação. Na visão dos alunos, as decisões estão chegando “de cima para baixo”, às escolas, diferentemente do que vinha ocorrendo nos últimos anos. “Quanto ao uniforme, por exemplo, foi assim”, exemplifica o líder estudantil Juarez.

A terceira e última pauta é contra o “autoritarismo” de Taques na condução da Educação. Na visão dos alunos, as decisões estão chegando “de cima para baixo”

O acampamento que começou com 60 estudantes, na manhã desta segunda-feira já contava com 200.

Eles reclamaram que a direção da escola não liberou a chave, para que possam cozinhar  e usar refeitório. Inclusive estão fazendo campanha para angariar alimentos em favor dos acampados.

Ao , a direção da escola não quis dar qualquer esclarecimento, sobre a chave ou o acampamento.

No entanto, há um grupo de professores que já manifestou apoio ao estudantes, inclusive se dispondo a dar aulas, dentro da agenda de atividades previstas para os dias de protesto.

Para os manifestantes, o importante é que o governador Pedro Taques e o secretário de Estado de Educação, Marco Marrafon, compareçam à Elmaz Gattas o mais breve possível. “É só com eles que vamos tratar”, reforçou Juarez França.

Segundo ele, o clima no acampamento está tranquilo. “Filmamos toda a escola para mostrar como ela está, porque não queremos que sejam atribuídos a nós possíveis vandalismos”, explica.

Endereçado aos pais de alunos, os acampados mandaram uma mensagem, via redes sociais, explicando que a questão é importante. "Pai, mãe e tô na ocupação, só quero que tu saiba eu luto pela educação" – esta é a campanha.

Além do AMES, também está participando desta iniciativa a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

No Rio Grande do Sul, 150 escolas públicas estão ocupadas por manifestantes e em São Paulo, 200.











(2) COMENTÁRIOS

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Cristiane  23.05.16 13h48
Parabéns pela parcialidade na matéria Keka, precisamos de mais profissionais com você na mídia.

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Ademir  23.05.16 11h56
Pior governo que ja tivemos.Nunca mas Taques

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