09.10.2019 | 17h10


BANDA PODRE

Soldado que matou enfermeira estava afastado da PM por desvio de bens

Marcos Vinicius confessou o crime e a ocultação de cadáver.


DA REDAÇÃO

O policial militar Marcos Vinicius Pereira Ricardi, que confessou o assassinato da enfermeira  Zuilda Correira, de 43 anos, em Sinop (480 km de Cuiabá), já estava afastado das funções militares, por responder um processo demissório, por crime de peculato, quando há desvio de um bem ou valor por funcionário público, cometido no exercício da função.

O 3º Comando Regional da Polícia Militar (PM), localizado em Sinop, emitiu nota de esclarecimento sobre o envolvimento do policial no assassinado e informou que uma equipe da PM está acompanhando o caso, colaborando para o esclarecimento do homicídio e a participação do militar.

Segundo a PM, o soldado já estava afastado devido à decisão do Conselho de Disciplina. A apuração do Inquérito Policiail MIlitar (IPM) levou à instalação do processo administrativo.

O Conselho de Disciplina é a última etapa da investigação, quando é confirmada a incapacidade do militar de permanecer na ativa, conforme estabelece a Lei Estadual 3.800/76, e exige o afastamento do policial até que seja emitida a decisão. O processo agora está em fase de instrução.

O assassinato

O policial militar Marcos Vinicius Pereira Ricardi confessou o assassinato da enfermeira Zuilda Correia. Ele disse à Polícia Civil que ele e o marido dela, Ronaldo da Rosa, iriam simular um roubo para ‘dar um susto na vítima, mas acabaram a matando.

O crime ocorreu no dia 27 de setembro, em Sinop (480km da Capital). O corpo da vítima foi encontrado, na terça-feira (8), já em decomposição. O marido da vítima está foragido.

O corpo da enfermeira foi encontrado sem a cabeça e os braços, na terça-feira, em uma região de mata, no Distrito Industrial Norte. Depois de morta, a mulher foi jogada em um bueiro e com as águas das chuvas o corpo rodou 1,5km.

O marido de Zuilda registrou o boletim de ocorrência, no dia 27 de setembro, alegando que a mulher havia desaparecido.

Ele afirmou aos policiais que na data do sumiço foi buscar a esposa no Hospital Santo Antônio, onde ela trabalhava, por volta das 18h. Em seguida, a deixou em casa e foi para o espetinho do qual são donos. Ele aguardava pela mulher, que não apareceu.

Ao voltar para casa, disse que teria encontrado sangue e fios de cabelo dentro do carro do casal e que a mulher não estava na residência. 

Veja nota na íntegra:

NOTA-RESPOSTA

O Comando do 3º Comando Regional da Polícia Militar, com sede em Sinop, informa que tão logo tomou conhecimento da acusação que pesa sobre o soldado PM determinou que oficiais militares acompanhassem as ações da Polícia Civil com o intuito de colaborar para o esclarecimento do homicídio da enfermeira e a participação do militar. Nesse sentido, desde a tarde e ontem(07) uma equipe do 3º CR diligencia conjuntamente com a Polícia Civil.

O soldado em questão está já estava afastado das funções militares respondendo processo demissório. E a PM esclarece que por se tratar de crime cometido fora no exercício da função militar a apuração ocorre na esfera civil, nesse caso específico na Delegacia de Homicídios de Sinop.

Todavia, a conduta do policial será objeto de apuração interna na PM, por meio da Corregedoria. A PM de Sinop permanece à disposta para auxiliar as investigações e reforça que o compromisso diário da instituição é em defesa da sociedade.

 











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