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03.08.2015 | 14h01


GERAL / "TÁ DOMINADO"

Sejudh vai apurar postagens no Facebook feitas por preso na Cadeia de VG

O preso no entanto será punido de imediato, com corte de banho de sol e visita, de acordo com a Sejudh.


DA REDAÇÃO

A Secretária de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) vai abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a denúncia de que um presidiário, acusado de roubo em uma loja de departamento, estaria usando Facebook, de dentro da Cadeia Pública de Várzea Grande.

O preso no entanto será punido de imediato, com corte de banho de sol e visita, de acordo com a Sejudh.

A Sejudh informa que este é um procedimento de praxe, toda vez que ocorre uma suspeita de irregularidade no sistema prisional.

No caso, o problema não é a internet, mas sim o uso de celular que é proibido nos presídios de Mato Grosso.

O PAD irá verificar se houve facilitação de agentes prisionais ou de familiares para que o preso em questão tenha recebido o aparelho.

No final do procedimento, a equipe que o conduziu proporá a responsabilização dos irregulares. O preso no entanto será punido de imediato, com corte de banho de sol e visita, de acordo com a Sejudh.

A denúncia, que foi feita pelo G1, mostra fotos atuais postadas pelo preso no Facebook, embora ele esteja cumprindo prisão preventiva até 30 de abril deste ano.

Na legenda de uma das fotos, um aviso: “Aí nóis na ativa”.

As postagens datadas são do dia 24 e 25 de julho.

G1 (Faceboo)

preso face.jpg

A polêmica divulgação do presidiário no Facebook.

 

REPRESSÃO

A Sejudh informa que, de acordo com o último balanço feito, em 2014 a quantidade de aparelhos apreendidos chegou a 2.427. O número já seria quase o dobro da quantidade registrada em todo o ano de 2013, quando foram apreendidos 1.499 aparelhos.

A Sejudh informa que, de acordo com o último balanço feito, em 2014 a quantidade de aparelhos apreendidos chegou a 2.427.

A Sejudh atribuiu este aumento à medida de restrição como a instalação de portais de detecção de metais em cinco cadeias públicas, 10 penitenciárias e Centros de Detenção Provisória, aliados à compra de banquetas e detectores de metal portáteis, conhecidos como raquetes, que têm auxiliado os agentes penitenciários a evitar a entrada de aparelhos celulares e identificar aqueles que conseguem ser levados para dentro das unidades. 

A Penitenciária Central do Estado (PCE) conta ainda com um aparelho de Raio-X, o que aumenta a eficiência no trabalho realizado pelos agentes penitenciários, seja na hora de impedir a entrada destes aparelhos, seja no momento de identificá-los já no interior das unidades.

Os equipamentos detectam não apenas metais, como também qualquer objeto estranho que possa estar escondido no corpo dos visitantes e dos presos. Os aparelhos encontrados em posse dos apenados chegam até eles por diversas maneiras, sendo arremessos por cima do muro ou escondidos em alimentos e objetos.

Outra arma na redução da entrada de objetos proibidos na maior unidade penal de Mato Grosso, a PCE, foi a construção de um canil com mão de obra dos próprios presos da penitenciária. O abrigo contra com três pastores alemães, treinados para atuar em meio penitenciário, e já são utilizados nas atividades de vigilância preventiva de faro de entorpecentes e celulares, e revista nas celas.

O uso de gansos também têm contribuído para a eficiência no combate à entrada de objetos ilícitos na unidade. Suas características fazem com que os gansos sejam adotados em diversas unidades penitenciárias Brasil afora como complemento na segurança. Quatro casais de ganso foram cedidos ao Sispen e são aliados à guarda da PCE.

 










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