10.07.2020 | 15h24


GERAL / DESPEDIDA COM 5 MIL; VEJA VÍDEO

Secretário sobre sepultamento de pastor: discursei e fui responsável pela organização

Leovaldo Sales afirma que a morte foi algo excepcional e, para ele, isso justifica a aglomeração em tempos de pandemia e o risco de uma grande número de pessoas serem contaminadas


DA REDAÇÃO

Secretário de Ordem Pública de Cuiabá, o coronel da reserva da Polícia Militar Leovaldo Sales afirmou que participou do sepultamento do pastor Sebastião Rodrigues de Souza, 89, inclusive foi uma das pessoas a discursar, e revelou que foi o responsável pela organização. Em entrevista à Rádio Nativa, lembrou que ele também é pastor da Assembleia de Deus e disse que havia mais de cinco mil pessoas no cemitério na tarde de quarta-feira (08). Classificando a morte do pastor como uma excepcionalidade, entende a aglomeração como normal e inevitável e se mostrou surpreso por ser questionado.

Responsável pelas fiscalizações na Capital, inclusive para cumprimento do toque de recolher e de outras medidas restritivas, Sales afirmou que para toda a regra há uma exceção. Enfatizou a importância do pastor Sebastião para todas as pessoas que estavam lá e destacou que “não é todo dia que morre uma personalidade que todos os cuiabanos admiram”. 

Sales também afirmou que comunicou o promotor Alexandre Guedes e o próprio Prefeito de Cuiabá que iria participar do sepultamento e que o prefeito o autorizou.

RepórterMT/Reprodrução

Sales

Coronel Sales discursa no sepultamento do pastor Sebastião

Sempre falando da excepcionalidade, Sales chegou a citar o próprio Código Penal e afirmou: “você pode matar alguém hoje, desde que aja alguma excepcionalidade”.

Questionado sobre o  fato das pessoas não poderem se despedir nem dos pais que morrem de covid, ele disparou: “O pastor Sebastião não é uma pessoa comum. Até o presidente Bolsonaro emitiu nota pela sua morte”.

Sobre o risco das pessoas terem se contaminado naquele ambiente, ele admitiu que há, mas que pelo significado que o pastor tem, as pessoas queriam estar lá.

“Estou surpreso com vocês me questionarem isso, porque ninguém da imprensa falou”, disse o coronel aos jornalistas Kleber Lima e Paulo Sá.

Durante a entrevista, o secretário leu um relatório que enviou ao Ministério Público após o sepultamento, no qual informa que foram mobilizadas 5 equipes da secretaria e mais 20 policiais militares que são cedidos. Que eles, inclusive o próprio secretário, estiveram no cemitério  junto com a direção para minimizar a aglomeração. Que foi feita delimitação do espaço da urna funerária e que procuraram, por todos os meios, o máximo de isolamento social permitido. O relatório aponta que Sales esteve lá como secretário de Ordem Pública, e não pastor da Assembleia de Deus que de fato ocorreu.

Sales relata que chegou ao cemitério por volta da 13h e ficou até o final, que foi depois das 19h30. Diz que neste período viu pelo menos uns 10 sepultamentos e havia pessoas, no máximo 15.

“Mas não há uma morte como a do pastor Sebastião todos os dias. Isso é excepcional e o excepcional quebra as regras”.

Não houve, na entrada do cemitério, nenhuma limitação para entrada das pessoas.

OUTRO LADO

Por meio de nota, a secretaria de Ordem Pública afirma que o secretário esteve no cemitério para realizar seu trabalho. Em momento algum, fala da participação dele no evento como pastor da Assembleia de Deus que foi se despedir do partos Sebastião:

Leia a nota:

“As equipes de fiscalização da Secretaria de Ordem Pública, juntamente com o secretário Leovaldo Sales, estiveram no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá na ocasião do sepultamento do pastor Sebastião Rodrigues de Souza, presidente da Assembleia de Deus em Mato Grosso. Juntamente com a administração do cemitério, eles trabalharam fazendo a delimitação do espaço mediante isolamento com corda e fita zebrada, utilizando o sistema de som para pedir aos participantes que mantivessem o distanciamento entre pessoas. Tudo foi feito para minimizar uma situação de aglomeração incontrolável uma vez que milhares de pessoas religiosas compareceram no cemitério, tendo em vista que o pastor Sebastião era homem público com décadas de serviços prestados à sociedade e muito querido na comunidade evangélica”.

 

VEJA VIDEO: Sales e o segundo a discursar











(30) COMENTÁRIOS

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DENIS GOMES  12.07.20 22h37
O secretário de ordem pública deveria ser responsabilizado por ter permitido e participado da reunião de milhares de pessoas em meio a pandemia do novo coronavirus. O Decreto do município de Cuiabá proibe qualquer evento que gere aglomeração, inclusive festas em ambiente domiciliar. O vírus não escolhe raça, religião ou estatus social. Ele atinge a todos. Portanto secretário, a sua ação colocou em risco a vida de milhares de pessoas.

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fenix  12.07.20 18h12
Continuação.... SÓ PARA COMPARAR OS DISCÍPULOS DA IGREJA PRIMITIVA COM OS DE HOJE, REZA A LENDA QUE PEDRO QUANDO POR OCASIÃO DE SUA MORTE, AO SER CONDUZIDO AO ABATEDOURO, O MESMO SOLTOU SEU ULTIMO MURMURO ADUZINDO "não sou digno de ser crucificado como meu Mestre Jesus Cristo", COM ISSO PEDIU PARA SER CRUCIFICADO DE CABEÇA PARA BAIXO. QUANTA NOBREZA DOS ANTIGOS APÓSTOLOS DO SENHOR. PENSANDO BEM, SOBRE O SEPULTAMENTO DO PASTOR, QUESTIONO, SERÁ QUE O MESMO, CHEIO DE HUMILDADE SE SENTIU BEM COM TANTAS HOMENAGENS PRESTADAS PELOS PASTORES QUE O CERCAVAM? SERÁ QUE O PR SEBASTIÃO E O PR RUBENS, NÃO PENSAVAM DA MESMA FORMA:? AFINAL NA CRUCIFICAÇÃO DO SENHOR TINHA POUCAS PESSOAS FAVORÁVEIS A ELE CORTEJANDO. SERA QUE OS DOIS PASTORES NÃO QUERIAM DIZER AOS MORTAIS VIVOS "não sou digno de ter um cortejo com 5 mil pessoas, pois meu Senhor não tivera cortejo assim"? OLHA OS PASTORES ATUAIS QUEREM HONRARIAS, CONDECORAÇÕES, QUEREM HOMENAGEM DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, DO GOVERNADOR, MAS ESQUECEM QUE DEUS É O MERECEDOR DE HONRAS GLORIAS. OUTRO FATO QUE EU QUESTIONO, FOI AQUELA HOMENAGEM LIDA TIDA COMO DO PRESIDENTE BOLSONARO, AFIRMO COM TODA CERTEZA, AQUELES DIZERES JAMAIS FORAM ESCRITOS PELO PRESIDENTE, ELE JAMAIS UTILIZARIA TERMOS UTILIZADOS NAQUELE DOCUMENTO. IGREJA DO SENHOR ESTA NA HORA DA VERDADE OU A IGREJA DEIXA DE ENVOLVER EM POLITICAGEM PARA PREGAR O EVANGELHO, OU COISAS PIORES IRÃO ACONTECER, POIS DEUS NÃO TEM SE AGRADADO DAS ATITUDES DA ASSEMBLEIA DE DEUS. QUE TEM SABEDORIA, ENTENDERÁ A MENSAGEM.

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fenix  12.07.20 17h59
TENHO ENORME RESPEITO PELA PESSOA DO PASTOR SEBASTIÃO E PR RUBENS, CONTUDO NÃO POSSO ENGOLIR ALGUMAS HERESIAS ENSINADAS NA ASSEMBLEIA DE DEUS, DENOMINAÇÃO DA QUAL FAÇO PARTE. PRIMEIRO CONTESTO A IDEIA QUE ALGUNS PASTORES TEM DA FIGURAS DOS SAUDOSOS PASTORES. COMO LUTERO QUESTIONOU A INFALIBILIDADE PAPAL EU QUESTIONO A INFALIBILIDADE PASTORAL, SOMENTE CRISTO É INFALÍVEL, INERRANTE, PERFEITO. QUALQUER HOMEM, NESTE TEMPO E TEMPO PASSADO ESTA SUJEITO AO ERRO E DEPENDE DO SANGUE DE JESUS CRISTO PARA PURIFICAÇÃO DO PECADO. OUTRA COISA, ALGUNS DOS ASSEMBLEIANOS AINDA TEM POR VERDADE QUE SOMENTE A ASSEMBLEIA DE DEUS CONDUZIRÁ O HOMEM AO CÉU, PURO ENGANO, LUTERO QUESTIONOU OS CATÓLICOS ANTIGOS QUE DEFENDIAM QUE NÃO HAVIA SALVAÇÃO FORA DO CATOLICISMO, ELE DIZIA, SOMENTE CRISTO SALVA. AGORA LEVANTO UMA CRITICA A ATITUDE DA CÚPULA DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM CRIAR TAMANHO MOVIMENTO PARA SEPULTAMENTO DO SAUDOSO PAR SEBASTIÃO (ADMIRO E RESPEITO MUITO),. LEMBREI DA HISTORIA DO APÓSTOLO PEDRO QUE (continua em outro comentario)

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Dj  12.07.20 10h44
Irresponsável, se haver contaminados e mortes por conta dessa aglomeração tem que colocar na sua conta.

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Carlos Eduardo   11.07.20 14h19
Uma vergonha, como pode um secretário vir com uma conversa dessa de que a lei não vale para todos. Se tivéssemos prefeito estava exonerado, como fazer cumprir a lei e a ordem se o próprio gestor descumpre. Pede para sair secretário, perdeu a moral para cobrar respeito ao isolamento social de qualquer pessoa.

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