23.12.2014 | 08h00


GERAL / NEGOCIAÇÃO CRIMINOSA

Secretário diz que colocar despejados em ginásio é estratégia para saber quem 'merece casa'

Segundo o secretário as 60 famílias retiradas do local no dia 4 de dezembro, eram coordenadas por uma ‘indústria do grilo’.


DA REDAÇÃO

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá [antiga pasta de Cidades], Suelme Evangelista (PSB), afirmou em entrevista ao programa Conexão Poder, que manter as famílias retiradas da área denominada Jardim Dante de Oliveira, no ginásio do Quilombo, é uma forma de garantir que só sejam beneficiados com casa popular aqueles que realmente se enquadram no perfil.

"Quem conhece de política sabe que isso é estratégia de amotinação”, declarou.

Segundo o secretário, as 60 famílias retiradas do local no dia 4 de dezembro eram coordenadas por uma ‘indústria do grilo’.

“Ali tinha taxa de condomínio, que era de R$ 15 reais cada um,  tinha a história de vamos pagar o topógrafo que era R$ 200 ‘contos’, cada um, mais R$ 300 ‘contos’  do advogado, mais o lote que tinha de R$ 800, R$ 1 mil e até R$ 2 mil”, frisou.

A negociação criminosa dos terrenos teria sido gravada, relatou Suelme.

“Temos até vídeo da líder do movimento oferecendo os lotes, dizendo olha tem de R$ 2 mil reais”, relatou.

De acordo com Suelme, todos os que estavam na área já haviam sido notificados quatro vezes para que deixassem o local, que é de propriedade da Prefeitura de Cuiabá e que será destinado para a construção de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei).

Em sua entrevista, o secretário também pontuou que todos os que foram retirados, e estão no ginásio do Quilombo aguardando receber uma casa popular, estão passando por uma avaliação de uma equipe da Prefeitura, que já teria detectado vários casos que não teriam o perfil necessário.

Nosso pessoal está pegando CPF e indo na Caixa . Tem gente que a gente já descobriu que tem renda acima do que o programa permite. Aí é muito cômodo botar os móveis lá, ir trabalhar durante o dia, e ter o almocinho da Prefeitura . Tem gente que tem imóvel. Aí a pessoa está lá com cinco mil na frente dela esperando a casinha dele, aí o cara invade a praça lá e eu pego e ‘furo’ a fila desse cara que não invadiu nada. Então que recado eu estaria dando para a sociedade? Vamos invadir que eu dou casa, que eu passo na frente. É um mau exemplo”, disparou.

Suelme argumentou que a retirada das famílias do local mostrou que o prefeito não age de forma eleitoreira e frisou que a Prefeitura pretende impedir legalmente quem invadir uma área paraque seja beneficiada posteriormente.

“O prefeito não fez conchavo político eleitoreiro. Chegar lá e dizer: vamos ‘fatiar’ aqui, regularizar para todo mundo, depois fazia um churrasco, tomava cachaça e garantia a reeleição. Tem um estudo já na Prefeitura de apresentar uma Lei, como Rondonópolis fez, que quem invadir área pública perde o direito à habitação”, disparou. 

Segundo o secretário, atualmente, 38 mil famílias estão na ‘fila’ por uma habitação em Cuiabá. 

CONFIRA AS DECLARAÇÕES  











(1) COMENTÁRIOS

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Marcelo  23.12.14 15h06
olha aqui no residencial wantuil tem um grilo a mas de 2 anos e a prefeitura não fez nada até hoje, o responsavel pelo grilo tem S10 todos carros bom mas aqui não tem ninguem que precisa ele quer só vender !!! gostaria de saber se vcs vão fazer alguma coisas

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