16.09.2019 | 12h40


BARRIL DE PÓLVORA

Bustamante prorroga 'operação limpeza' na Penitenciária do Pascoal Ramos

Secretário de Segurança de MT, Alexandre Bustamante explicou que a força-tarefa realizará enfrentamento e intervenção rápida para solucionar falhas estruturais e no monitoramento dos presos.


MAJU SOUZA

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante anunciou nesta segunda-feira (16) que o Governo do Estado irá prorrogar por mais 30 dias a operação batizada de “Elison Douglas”, deflagrada na Penitenciária Central do Estado (PCE), antigo Pascoal Ramos, em Cuiabá, iniciada no dia 13 de agosto.

Segundo Bustamante, “o problema era maior do que se imaginava” no local, pois foram encontradas diversas irregularidades em relação à facilitação da entrada de celulares na penitenciária e problemas estruturais.

“Essa primeira parte da Operação fizemos a entrada, organização e limpeza”, destacou.

Em um balanço parcial, o secretário pontuou que a primeira revista nas celas e raios de toda unidade foram encontrados 771 celulares e 506 chips, além de sanduicheiras, mercadozinhos paralelos, entre outras mercadorias.

Sem especificar as ações, o titular da Pasta declarou que na segunda fase serão realizadas ações de enfrentamento e intervenção rápida para antecipar possíveis práticas delituosas, e promover a reestruturação e melhorias de procedimentos internos.

“A gente achou que dava conta, mas o problema é maior do que imaginávamos. A confusão estava maior do que se pensava”, explica.

Participam da ação conjunta agentes da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), Ministério Público Estadual (MPE), Defensoria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAM-MT) e servidores da direção penitenciária.

Na coletiva concedida pela manhã desta segunda-feira, não foram anunciadas datas de suspensões de visitas de familiares e advogados de detentos da PCE, como ocorreu na primeira parte da operação. Porém, o secretário adiantou que devido à alta complexidade do problema é possível que haja um reforço para seguir o planejamento que demandou um alto investimento por parte do Estado.

“A Operação teve um grau de sigilo muito alto, tanto que no dia da deflagração comunicamos a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], o Ministério Público, a Defensoria Pública. Tiveram algumas pessoas que ficaram preocupadas, mas é por causa do grau de planejamento”, afirmou Bustamante. 

Com a reforma, a unidade que abriga mais 2,4 mil detentos atualmente, deve abrir mais 300 vagas até o final do ano e com isso diminuir a superlotação.

Veja mais sobre a operação aqui











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