02.06.2020 | 11h35


GERAL / PACIENTES COVID

Secretário confirma que transferência para UTI precisa de confirmação da doença

Prefeitura de Várzea Grande denunciou que houve a recusa na transferência de duas pacientes que estavam infectadas pelo vírus e acabaram morrendo na UPA


DA REDAÇÃO

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse que não houve uma demanda oficial pedindo transferência de duas pacientes de Várzea Grande com covid-19 (novo coronavírus) para UTIs exclusivas para o tratamento da doença no Sistema de Regulação do Estado. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais nesta terça-feira (2), o secretário explicou que a transferência de pacientes com covid-19 para unidades exclusivas requer diagnóstico de teste ou laudo emitido pelo médico.

Na semana passada, o Comitê de Enfrentamento e a Secretaria de Saúde de Várzea Grande denunciaram que duas pacientes morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ipase após terem o pedido de transferência para leito de UTI negado pela Central de Regulação. Ambas, morreram em decorrência da covid-19. Entretanto, o resultado que confirmou que elas estavam contaminadas só saiu dias depois da morte.

“Primeiro, a história não é bem assim. Não houve a demanda oficial ao sistema de regulação para internação de leitos Covid no Município de Várzea Grande. Eu conversei recentemente com o secretário municipal, infelizmente são dois pacientes que chegaram até a UPA em estado muito grave e, logicamente, que a tramitação burocrática para ir ao hospital de referência requer uma garantia de diagnóstico por teste ou por diagnóstico do próprio médico, o que naquele momento não tinha evidência”, explicou.

Gilberto disse que a região metropolitana tem quatro hospitais para que possuem leitos de UTI e enfermaria exclusivos para o tratamento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus: antigo Pronto Socorro de Cuiabá; Hospital Universitário Júlio Müller; Hospital Estadual Santa Casa; Hospital Metropolitano, de Várzea Grande.

Ele destacou que essas unidades não podem receber casos suspeitos da doença, pois caso sejam transferidos para o local podem contrair o vírus. Ele pontuou que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o Pronto-Socorro deveriam ser portas de entrada para pacientes suspeitos para aguardarem resultados de exames, antes de transferi-los para os leitos exclusivos para o tratamento da doença.

“Nós temos um maior hospital de referência hoje que está no município de Várzea Grande, então nós temos leitos suficientes para isso, agora se todo paciente nesse momento que for um paciente de síndrome respiratória aguda grave for transformar em paciente covid sem sequer ser testado, o que vai acontecer? Nós vamos levar pacientes que não são covid dentro de um hospital covid e vamos infectá-lo”, disse.

“Então, é na porta de entrada, nas UPAs e nos Pronto-Socorros, que deveriam ter sim esse período para que o paciente possa ser testado, se precisar ser entubado, ir para isolamento, mas não dá para levar o paciente diretamente para hospital de referência porque isso não é lógico”, complementou.

Ocupação de leitos

Durante a entrevista, o secretário comentou a taxa de ocupação de leitos no Hospital Estadual Santa Casa e no Metropolitano.

Ele disse que na Santa Casa há 10 pessoas internadas em leitos de UTI, sendo um confirmado para covid e outros esperam resultados de exames para serem instalados nos leitos.

Nos leitos de enfermaria há 19 pessoas, sendo apenas quatro testaram positivo para coronavírus.

No Metropolitano há 13 pacientes infectados pelo vírus que estão em tratamento e seis estão na enfermaria.











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