09.02.2015 | 20h38


TREM BILIONÁRIO

Secretário afirma que VLT pode ter tarifa de R$ 10,00; governo já admite abandonar obra

Em audiência pública, nesta segunda (09) o secretário de Gestão Estratégica, Gustavo Oliveira, disse que a sociedade é quem decide se obra para ou não


DA REDAÇÃO

Sem nenhuma definição apresentada sobre a conclusão do VLT e afirmando que o governo do Estado necessitaria de cerca de R$500 milhões para concluir a obra, o secretário do Gabinete de Gestão Estratégica, Gustavo Oliveira, argumentou na audiência pública, realizada nesta segunda-feira (09), que o momento é de discutir com a sociedade qual a viabilidade de terminar a obra.

"Há uma grande incerteza da tarifa final que vai ser cobrada do usuário e isso é o que vai impactar nossa vida pelos próximos 15, 20 anos".

Conforme o secretário, estudos contratados pelo governo apontariam que a tarifa, para o usuário do modal, custaria mais que o dobro da tarifa de ônibus de Cuiabá, hoje fixada em R$ 3,10. De acordo com Gustavo, há estudos que apontam que o custo da passagem de VLT pode chegar a R$ 10.

“Há uma grande incerteza da tarifa final que vai ser cobrada do usuário, e isso é o que vai impactar nas nossas vidas pelos próximos 15, 20 anos. Para o Estado, tudo bem gastar mais R$ 500, R$ 600, R$ 700 milhões de reais, desde que haja viabilidade financeira. A decisão que tem que ser debatida claramente com a sociedade e é qual a prioridade de que o Estado invista nisso ao invés de outras prioridades e principalmente qual a viabilidade dessa tarifa no dia a dia dessas pessoas”, declarou.

"Embora seja um contrato RDC existem no contrato cláusulas de reajuste anual, reajuste cambial, isso faz com que haja uma incerteza sobre o valor final da obra".

 

Na audiência, Gustavo relatou que as verbas do VLT estariam acabando e há incerteza do custo e data final da obra, que ainda não teria projeto completo e cronograma de desapropriação.

“Há uma grande incerteza do custo final da obra do VLT, embora seja um contrato RDC existem no contrato cláusulas de reajuste anual, reajuste cambial, isso faz  com que haja uma incerteza sobre o valor final da obra contratada”, frisou.

Ainda de acordo com o secretário, o Consórcio VLT, empresa contratada para fazer a obra, já exige o pagamento adicional de R$ 293 milhões, que segundo ele terão sua validade analisada e auditada, já que o valor não será coberto pelo empréstimo da Caixa Econômica Federal, e sim pelo Estado.

Apesar de todos os pontos negativos, o governador Pedro Taques (PDT) pediu a palavra para declarar que ainda é a favor da conclusão da obra do VLT, mas frisou que a continuidade precisa ser debatida com a sociedade.

Já o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), foi claro ao descartar, em entrevista à imprensa, qualquer possibilidade da Prefeitura custear a tarifa do VLT.

Sobre as obras do VLT, o dossiê apresentado na audiência mostrou que houve uma série de falhas na execução das obras, desde ausência de projetos, como irregularidades graves nas estruturas, como: pilares tortos que colocam em risco a segurança dos viadutos.

O VLT deve custar aos cofres públicos R$ 1.477 bilhão, dos quais R$ 1.066 bilhão já foi pago pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

 











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