23.02.2020 | 12h46


GERAL / CHUVAS TORRENCIAIS

Rompimento de represa destrói tubulação e parte de rodovia estadual

Desde a última quinta-feira o local vinha sendo monitorado


SITE UBIRATÃ 24 HORAS

A secretaria de Obras, Infraestrutura e Transportes de Nova Ubiratão precisou interditar a rodovia MT-242, nas imediações do Distrito de Novo Mato Grosso, situado a cerca de 60 km do perímetro urbano do municipío.

A medida precisou ser adotada, neste sábado (22), em virtude do rompimento de uma represa localizada a aproximadamente mil metros da agrovila.

De acordo com o responsável pela pasta, Cosmen Brito de Souza, desde a última quinta-feira o local vinha sendo monitorado.

“A tubulação não resistiu o volume de água, cedeu e acabou levando parte da pista”, descreveu o secretário.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o volume de chuvas registrados na região está acima da média anual.

“Em 15 dias choveu o que estava previsto para todo o mês de fevereiro. A situação é preocupante e requer atenção especial”, pontua Cosmen.

Para minimizar os impactos causados pelas chuvas, dezenas de profissionais têm trabalhado em sistema de plantão. Enquanto parte da equipe atua de forma paliativa, os demais profissionais fazem o monitoramento em trechos considerados de risco.

Neste domingo (23), funcionários de uma empresa terceirizada chegam ao município para iniciarem a construção de uma ponte no local.

A previsão é de que o tráfego na rodovia seja restabelecido na quarta-feira (26).

Para ter acesso ao distrito, os motoristas devem utilizar rotas alternativas passando por diferentes propriedades rurais.

Municípios em alerta

Além de Nova Ubiratã, as cidades de Sorriso, Sinop, Vera e Feliz Natal redobraram o monitoramento das estradas vicinais em razão do excesso de chuvas e o aumento do tráfego de veículos pesados.

Na semana passada, o município de Nova Brasilândia decretou situação de emergência depois que pontes e tubulações foram arrastadas pela chuva e deixaram comunidades inteiras isoladas.

A situação mais crítica está nos acessos às comunidades rurais de Santa Rosa, Santa Amélia e Córrego Grande.

O decreto de emergência tem duração de 90 dias. Neste período e em caso de risco eminente, os agentes da Defesa Civil estão autorizados a entrarem em qualquer propriedade rural com, ou sem, permissão do dono.

 











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