26.03.2015 | 15h21


GERAL / COMOÇÃO NACIONAL

Quadrigêmeos que perderam mãe após parto têm alta e passam bem

Bebês não sofreram qualquer sequela e serão criados pelo pai, com ajuda dos familiares


DA REDAÇÃO

Os quadrigêmeos, que perderam a mãe 24 horas após o parto, conseguiram sobreviver sem sequelas e tiveram alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) infantil da Clínica Femina, onde estavam internados desde o dia que nasceram, 7 de fevereiro deste ano.

O último a ter alta, Samuel, foi para casa há 15 dias. Ele, que nasceu com 900 gramas, está pesando 2,5 quilos.

Os outros bebês – Benjamim, Isaque e Ester – também estão bem e com saúde perfeita. Eles estão pesando de 2,5 a 3 quilos.

O pai das crianças, o empresário Sandro Mota, se disse muito feliz com as crianças em casa. “Vou criá-las, com toda certeza, com ajuda dos meus familiares”, informou ao RepórterMT.

Segundo o pai, os quatros já estão se alimentando com leite artificial, desde que saíram da UTI. Enquanto corriam risco de vida, se fortaleceu nas redes sociais uma campanha de doação de leite materno, o que ajudou a mantê-los mais fortes no período em que mais precisavam.

Desde que nasceram, o quadro de saúde deles, conforme a Clínica Femina, evoluiu sempre positivamente. A Femina confirmou ao RepórterMT que eles não tiveram nenhum tipo de intercorrência neste período e se alimentaram bem, com o leite materno doado pelas mães solidárias que atenderam ao apelo de familiares e amigos na imprensa e nas redes sociais.

Os quadrigêmeos foram gerados por Rosângela Mota, após 20 anos de tentativas frustradas de engravidar e tratamento médico. A gestação transcorreu bem e as complicações da mãe não eram esperadas. 

De acordo com a Clínica Femina, mediante a hemorragia da mãe, ela foi encaminhada às pressas à Amecor, onde passou por cirurgia de urgência, não resistindo e falecendo, um dia após o parto, no domingo, 8 de fevereiro. Na segunda (9), foi sepultada.

O caso repercutiu nacionalmente e comoveu o Brasil.

Sandro afirma que a rotina dele mudou totalmente com os filhos em casa, e que ele está cumprindo muitos dos papéis que normalmente são assumidos pela parturiente, que são dar de mamar e colocar para arrotar.

O coordenador de atendimento da Clínica Femina, Jadson Oliveira, conversou com o pai no momento de despedida do hospital. "Ele estava satisfeito e nós ficamos muito felizes por ele poder levar os filhos para casa, gozando de boa saúde".

 

 











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