29.05.2019 | 15h17


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Professores impedidos de trabalhar por grevistas dão parte na delegacia

O caso foi registrado na Escola Estadual Marcelina Campos, no bairro Santa Amália, em Cuiabá.


DA REDAÇÃO

Professores da Escola Estadual Marcelina Campos, localizada no bairro Santa Amália, em Cuiabá, denunciaram à Delegacia de Polícia Civil que estão sendo impedidos de trabalhar por serem contra a greve da categoria iniciada na última segunda-feira (27).

A professora Regiane Maziero Andrade, de 46, contou aos policiais que, na segunda-feira, primeiro dia de paralisação, não conseguiu dar aulas após a diretora da escola Elenice Monte Chiare de Branco mandar fechar os portões da unidade para barrar os educadores que não aderiram ao movimento.

Na terça-feira (28), o professor de matemática, Reginaldo Ferreira de Andrade, de 38 anos, também compareceu à Polícia Civil para denunciar a direção da Escola Marcelina Campos.

“Segundo dia de greve e estamos aqui. Se a greve durar 60 dias, estaremos aqui em todos eles. Temos direito de escolha, temos liberdade de expressão”, diz as mensagens.

Ele revelou que não aderiu à paralisação, mas ao chegar para trabalhar encontrou os portões fechados. O professor afirmou ainda que “os meios adotados pelos empregados e empregadores, em nenhuma hipótese, poderão constranger os direitos e garantias fundamentais do outrem. (...) a escola adotou meio de constranger o professor no comparecimento ao trabalho, tenta frustrar e deturpar a manifestação contrária à greve”.

Um vídeo, ao qual o teve acesso, mostra professores e alunos em frente ao portão da escola. Na gravação uma mulher afirma que são 11h15 e que retornaram de uma comunidade para frente da escola que está com os portões fechados. Alunos e professores deixaram cartazes pedindo para que os grevistas respeitem os pensamentos contrários.

“Segundo dia de greve e estamos aqui. Se a greve durar 60 dias, estaremos aqui em todos eles. Temos direito de escolha, temos liberdade de expressão”, diz as mensagens.

“Espero que hoje não retirem os cartazes que deixamos aqui”, declarou uma mulher na gravação, não identificada.

Veja vídeo

Baixa adesão

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) mostra que quase metade das escolas da rede estadual de ensino não aderiu à greve dos profissionais da Educação de Mato Grosso, na segunda-feira, por tempo indeterminado.

De acordo com os dados, das 767 unidades escolares existentes em Mato Grosso, 360 não fecharam as portas por força da paralisação. O número representa 47% das escolas estaduais.

Outas 322 escolas, que representam 42% do total aderiram ao movimento; 15 suspenderam as aulas parcialmente; outras 61 unidades destacou que realizarão assembleia-geral para definir se participarão da greve. O Estado não conseguiu contato com seis unidades.

As informações, segundo o Governo, foram colhidas em três momentos diferentes: na quinta-feira (23); sexta-feira (24); e a nesta segunda.

Outro lado

A reportagem tentou contato com a diretora da Escola Estadual Marcelina Campos e com o Sintep-MT (Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), mas nossas ligações não foram atendidas nem retornadas até a publicação desta reportagem.

Veja os vídeos:

 

 

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(4) COMENTÁRIOS

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Gilvan  31.05.19 08h20
Receber aumento todo quer, mas lutar para melhorar o padrão de qualidade de vida de uma classe profissional que a cada dia se desgasta emocionalmente por falta de condições de trabalho, violência, falta de respeito dos alunos para com os profissionais da educação , ameças sofridas e outros... Esses que se dizem professores devem fazer parte de um que leva a educação como um bico não como uma profissão de qualidade... A acorda cidadão enquanto estamos aqui contando as moedas para pagar as contas , eles estão lá dizendo que o estado está quebrando degustando caviar e lagostas...

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Margareth  29.05.19 23h06
Penso que este tipo de profissional deveria ter dignidade de assinar um documento abrindo mão de tudo que for conquistado...

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Admilson   29.05.19 17h19
Os profissionais que não querem a greve com certeza também não querem os beneficeis da greve. Então, façam o registro oficial abrindo mão das conquistas da categoria.

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GILBERTO LUIZ SLIWIENSKI  29.05.19 15h46
Grevista, greve é um direito seu e não uma obrigação de todos. Democracia é isso, cada um exerça seu direito, sempre respeitando o direito do próximo. Se vc não pensa e age assim, a Coréia do Norte é um belíssimo país para vc morar.....vai pra lá, vai.

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