24.05.2015 | 23h00


GREVE FEDERAL

Professores da UFMT podem parar dia 28; técnicos já decidiram cruzar braços

As duas categorias se unem no dia 29 para um ato conjunto. Intenção é atrair a atenção para situação geral nas escolas públicas de ensino superior


DA REDAÇÃO

Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estudam a possibilidade de adesão a uma greve nacional do setor, marcada para começar no dia 28 de maio (próxima quinta-feira), que está se fortalecendo desde o início do ano letivo.

"Temos indicativo de greve, mas não tiramos data para parar. O indicativo está aprovado desde 23 de abril”.

Entidades representativas de docentes de 22 instituições federais de ensino superior já decidiram pela paralisação por tempo indeterminado a partir desta data.

Na UFMT, os professores ainda não aprovaram greve. Em duas assembleias gerais, realizadas na terça-feira (12) e quinta-feira (14) da semana passada, a categoria tratou da questão.

O presidente da Associação dos Docentes da UFMT, Reginaldo Araújo, acredita que a adesão ao movimento nacional seja questão de dias, mas ele explica que ainda estão analisando a conjuntura geral.

“Nacionalmente já foi aprovada a partir de 22 universidades a entrada em greve no dia 28. Nós fizemos assembleias na terça e na quinta-feira e, temos indicativo de greve, mas não tiramos data para parar. O indicativo está aprovado desde 23 de abril”, explica o sindicalista. “A gente tem uma paralisação para o dia 29 (deste mês), mas devemos chamar uma assembleia para os próximos dias que provavelmente deve aprovar greve”, prevê.

A última greve dos docentes da UFMT, em 2012, foi longa, durou 4 meses.

As reivindicações naquela ocasião e de agora são similares. Além de salário, a categoria reivindica outro plano de carreira, que valorize a profissão.

TÉCNICOS TAMBÉM VÃO PARAR

Os trabalhadores técnico-administrativos da UFMT vão entrar em greve na próxima quinta-feira (28.05). Entre as reivindicações, eles cobram do Governo Federal a reposição de perdas salariais que acumulam cerca de 27%, a criação de uma data base para negociação, a exemplo do que acontece na iniciativa privada, e a democratização das Universidades Federais na escolha de seus reitores. A greve foi aprovada nesta terça-feira (19.05) em uma assembleia geral com aproximadamente 200 trabalhadores.

“A greve foi a única saída que encontramos para pressionar o Governo. No ano passado nosso movimento sofreu com uma decisão judicial e foi interrompido, mas esta mesma decisão impunha que o Governo Federal desse uma solução para nossas reivindicações. Infelizmente isso não aconteceu. As reuniões que foram realizadas em sua maioria tiveram como resultado a definição da data da próxima reunião”, destacou a coordenadora geral do Sintuf-MT, Leia de Souza Oliveira.  

"A greve foi a única saída que encontramos para pressionar o Governo"

Assessoria

Sintuf

Técnicos-administrativos fizeram Assembleia Geral, com participação docente

Ela explicou que os representantes do Ministério de Planejamento e Orçamento, assim como os do Ministério da Educação, não apresentam uma proposta concreta. “Estão pontuando que devemos aguardar o desenvolvimento do PIB, e existe a previsão de um PIB negativo ou estagnado. Hoje temos a menor remuneração entre todas as carreiras do Poder Executivo. Como pode um Governo que se diz Pátria Educadora pagar tão mal os trabalhadores que atuam na educação?”, reforçou Leia.

Para o presidente da Associação dos Docentes da UFMT, Reginaldo Silva de Araujo, a greve dos técnico-administrativos é legitima, e os professores devem seguir o mesmo caminho. “Nacionalmente, 22 sindicatos de professores já aprovaram iniciar a greve no dia 28 de maio, cinco universidades estão com indicativo de greve aprovado, entre elas a UFMT, mas ainda sem uma data específica, e 12 ainda não debateram o tema”, pontuou.

Ele adiantou que mesmo sem uma data específica para a greve dos docentes, um movimento está confirmado para a sexta-feira (29.05). “Vamos nos reunir nas duas entradas da UFMT às 07h30. Às 08h30 vamos todos juntos para Praça Alencastro, no centro da capital, para realizar um grande ato e chamar a atenção da sociedade para a real condição da educação pública no Brasil. Teremos uma banda e muita poesia no palco cultural”, comentou Reginaldo.

Os técnico-administrativos irão se unir aos professores no ato do dia 29 de maio.











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