14.07.2016 | 14h40


GERAL / VEJA VÍDEO

Professores alegam que greve para impedir fim do 13º; pais e alunos se revoltam

Revoltados com a situação os pais e alunos começaram a gritar “queremos aula” e a cobrar explicações para o retrocesso dos professores na decisão de não mais retornar às aulas.


DA REDAÇÃO

Uma verdadeira confusão ocorreu na escola estadual Francisco Salazar, no município de Jauru (430 Km de Cuiabá) após a direção da escola convocar o retorno às aulas e recuar da decisão quando pais e dezenas de alunos uniformizados chegaram ao local e tiveram que ouvir representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) tentando os convencer de apoiar o movimento grevista.

“Nós precisamos do apoio dos pais porque é um momento crucial no nosso estado hoje. E vocês, por acaso, já estão sabendo que vai acabar o 13º e férias? Isso vai acabar!”.

Revoltados com a situação os pais e alunos começaram a gritar “queremos aula”  e a cobrar explicações para o retrocesso dos professores na decisão de não mais retornar às aulas. Uma mãe de aluno gravou toda a cena.

Coagida, a diretora da unidade passou a explicar que ela e os professores realmente haviam se organizado para retomar as aulas, mas os professores haviam voltado atrás nessa decisão. À frente dos pais e dos alunos os argumentos de duas representantes do Sintep sobre as razões de manter a greve foram além da posição contrária à implantação do regime de parcerias público-privadas e da exigência  do pagamento de 11,28% de RGA (revisão geral anual). As grevistas passaram a argumentar que a categoria lutava contra o fim do 13º salário e das férias, como se houvesse alguma movimentação do governo para tanto. “Nós precisamos do apoio dos pais porque é um momento crucial no nosso estado hoje. E vocês, por acaso, já estão sabendo que vai acabar o 13º e férias? Isso vai acabar!”.

“Isso é um boato que corre não é de hoje. Tem cinco anos que falam na escondida isso daí”, rebateu a mãe de um dos alunos.

No entanto, uma mãe de aluno, Carolina Menacho, que foi quem gravou  vídeo, desmentiu a informação. “Isso é um boato que corre não é de hoje. Tem cinco anos que falam na escondida isso daí”. A mãe disse ainda que chegou a vir para Cuiabá para acompanhar uma das reuniões do Sintep, onde foi informada por um professor de que a greve acabaria se o governo suspendesse o edital de parceria-público provada (PPP).

Carolina Menacho disse que a revolta ocorreu exatamente porque, durante uma reunião de pais e mestres anterior à greve, eles foram informados de que a paralisação era apenas por causa da chamada terceirização. Depois disso, veio a questão da RGA e do edital das parcerias público-privadas.

“Pelo amor de Deus, ajam com o coração, conversem aí”, pediu um dos pais. Mas a diretora da escola rebateu dizendo que iria “lavar as mãos” e só retornar às aulas quando todos os servidores concordassem.

Revoltados, outros pais entraram na discussão, sugerindo que eles mesmos pudessem dar cada um uma aula ou que pelo menos os professores que quisessem voltar às aulas fossem autorizados a trabalhar. “Pelo amor de Deus, ajam com o coração, conversem aí”. Mas a diretora da escola rebateu dizendo que iria “lavar as mãos” e só retornar às aulas quando todos os servidores concordassem.

Uma das servidoras, que estava na porta da escola, saiu em defesa da gestora. “A diretora queria volta às aulas porque alguns professores pediram. Ela foi crucificada porque o restante dos professores quer continuar a greve. Então, ela não pode tomar a decisão sozinha”, afirmou.

Ao final da discussão, as servidoras afirmaram que fariam uma nova votação com os funcionários das três escolas estaduais da cidade juntos para decidir se iriam ou não se retirar da greve e, posteriormente, anunciar a decisão por meio da imprensa local, o que não ocorreu. No momento, somente três categorias de servidores permanecem com as atividades paralisadas. Além dos servidores da educação básica, os professores e técnicos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) também continuam em greve. 

VEJA VÍDEO DA DISCUSSÃO:

 











(1) COMENTÁRIOS

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Eduardo Alvarenga  15.07.16 13h08
E somente a população começar a solicitar via justiça e governo a Demissão dos Funcionários em greve; pois muitas ganham bem acima da iniciativa privada e não fazem nada. Conheço um pouquinho o trabalho, e são muitos que trabalham bem e dessa, na maioria não concorda com a greve, mas são obrigados pelos sindicatos; também já trabalhei dentro de sindicato e sei muito bem como funciona. DEMISSÃO JA DOS GREVISTAS. Façam isso Pais que tem filhos estudando.

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