16.07.2019 | 10h00


APÓS MORTE DE CACHORRO

Prefeitura descarta risco de novos ataques e mantém jacarés no Parque das Águas

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que frequentadores devem respeitar limites da lagoa e aprender a conviver com os animais, que estão em seu habitat natural


DA REDAÇÃO

A Prefeitura de Cuiabá informou, que apesar do ataque ao cão de pequeno porte na noite do último sábado (13), no Parque das Águas, os quatro jacarés que vivem na lagoa do local não serão retirados de lá e levados para outro local.

O fato de um cachorro de estimação ter sido morto por um dos jacarés no parque, enquanto brincava com o dono, é considerado caso isolado pela Prefeitura, que descarta risco de ataque dos animais aos frequentadores do local.

Em nota, o Município afirmou que o incidente foi pontual e que os répteis e as capivaras estão em seu habitat natural e que o espaço deve ser respeitado pelos frequentadores que aproveitam da beleza da região para práticas esportivas e de lazer.

Os jacarés são famosos conhecidos da população cuiabana, visto que costumam circular no entorno do Parque das Águas e já foram feitos diversos registros desses "passeios".  Um dos animais ganhou o nome de Celson. 

Medidas de segurança

A Prefeitura afirma que irá aumentar o efetivo de educadores ambientais, monitores e seguranças.

A sinalização existe, mas deve ser reforçada para advertir sobre a utilização dos espaços.

Parte da área,  em torno da lagoa, conta com uma cerca que separa o parque da nascente, que fica na região da mata fechada, impedindo que outros animais silvestres adentrem o local público.

“É importante destacar que o lago existe para contemplação, não para banho ou prática de esportes”, destaca trecho da nota.

RepórterMT/Reprodução

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Corpo de cachorro foi resgatado no domingo (14).

O caso

O cachorro foi atacado pelo jacaré, enquanto brincava com o dono e pulou na água para buscar um graveto jogado. A administração do parque explica que o cão foi atacado e morto, mas não foi devorado, como acreditavam as testemunhas.

“Mesmo que a cerca fosse instalada ao redor de todo o lago, a medida não evitaria esta ocorrência, uma vez que o cão foi incentivado a entrar na água e sua movimentação na superfície motivou o ataque”, argumenta a Prefeitura de Cuiabá.  

Segundo a administração o parque, o pedaço de madeira lançado pelo dono teria caído próximo ao réptil, que atacou o bicho de estimação.

O dono se desesperou e tentou entrar na água para salvar o cachorro, no entanto, foi impedido por pessoas que estavam no local.

O corpo do animal foi resgatado na manhã de domingo (14).

O administrador do Parque das Águas, Filipe de Oliveira Campos relatou que o jacaré tem um modo de operação, em que primeiro ele ataca, depois leva a vítima para o fundo do lago e a afoga, depois retorna com o corpo à margem para se alimentar.

Segundo Filipe, no momento em que o jacaré subiu com o corpo do cão, foi feito o resgate.

 Veja nota na íntegra:

A respeito da segurança no Parque das Águas a Prefeitura de Cuiabá informa que:

- O incidente no qual um cachorro foi atacado por um jacaré é pontual, uma vez que nenhuma situação semelhante foi registrada desde a inauguração do Parque, em 2016.

 - O jacaré estava em seu habitat natural, dentro do lago, quando o cachorro entrou na água para buscar um graveto, arremessado por seu dono.

- Parte do espaço conta com uma cerca que separa o Parque da nascente do lago, que fica em uma região de mata fechada. Isso impede que outros animais silvestres invadam a área pública.

- Mesmo que a cerca fosse instalada ao redor de todo o lago, a medida não evitaria esta ocorrência, uma vez que o cão foi incentivado a entrar na água e sua movimentação na superfície motivou o ataque.

- O Parque das Águas conta com monitores e guardas. A orientação repassada aos profissionais é para que não permitam que os frequentadores subam na cascata ou entrem no lago.

- É importante destacar que o lago existe para contemplação, não para banho ou prática de esportes.

- Por toda a área, há placas que informam sobre a proibição de entrada na água. A sinalização, contudo, será reforçada, assim como o número de educadores ambientais no local.

- Essas medidas visam à conscientização dos frequentadores e evitarão que outros incidentes do tipo aconteçam. 

- Há que se reforçar ainda que os jacarés e capivaras estão em seu habitat natural e que o espaço deve ser respeitado pelos seres humanos que aproveitam da beleza da região para práticas esportivas e de lazer.











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