20.05.2016 | 10h05


GERAL / POR REAJUSTE SALARIAL

Polícia Civil, peritos e agentes prisionais definem greve para o dia 30

Eles só vão manter plantões e atender urgências, como ocorrências com cadáveres. A PM fará 'operação tartaruga'.


DA REDAÇÃO

Policiais civis, agentes prisionais, servidores do sistema socioeducativo e peritos decidiram entrar em greve, no dia 30 de maio, caso o governo do Estado não conceda a Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28%, como já vem anunciando que não tem como fazer.

Servidores desses segmentos só vão atender em plantões, o que deve gerar um esvaziamento de pessoal nas delegacias, e em casos com cadáver, tais como homicídios e acidentes com óbito.

Isso quer dizer, por exemplo, a suspensão, por tempo indeterminado, das investigações criminais, do andamento de inquéritos e da emissão de laudos técnicos, como os que são comprobatórios de estupro ou causa da morte, que é o exame de necropsia. Servidores desses segmentos só vão atender em plantões, o que deve gerar um esvaziamento de pessoal nas delegacias, e em casos com cadáver, tais como homicídios e acidentes com óbito.

Estas informações foram repassadas ao pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen), João Batista Pereira.

Segundo ele, houve uma reunião extensa nesta quinta-feira (19), com líderes sindicais representantes do segmento policial em Mato Grosso.

"Vamos garantir em 100% a segurança nas unidades prisionais, mas só vamos atender em plantões e em urgências”, explica Pereira.

Na reunião, autorizados pelas bases a conduzirem as movimentações em favor das categorias, eles definiram também qual será a dinâmica durante dois dias de paralisação, dias 24 e 25, próximas terça e quarta-feira.

“Nosso objetivo não é trazer risco para a sociedade por isso vamos garantir em 100% a segurança nas unidades prisionais, mas só vamos atender em plantões e em urgências”, explica Pereira.

Os Policiais Militares, que têm restrições legais para fazerem greve, por prestarem serviços essenciais, não vão aderir às paralisações e nem ao movimento grevista. No entanto, decidiram cumprir o Procedimento de Operação Padrão (POP), que  determina a escolta de presos por dois PMs. Conforme os líderes sindicais, como isso não é cumprido atualmente, à medida que for automaticamente “as ruas” ficarão desguarnecidas.

O governo do Estado ainda não apresentou uma proposta aos servidores e disse que fará isso em junho. A equipe financeira do governador Pedro Taques (PSDB) afirma que, se conceder a RGA, haverá atrasado salarial imediato.











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