19.02.2016 | 11h00


GERAL / DÍVIDA DE R$ 55 MILHÕES

Plano de Recuperação Judicial da Trescinco é aprovado por credores

A empresa renegociou passivo do R$ 55.748.569,71 com 132 credores presentes, sendo o total de 431 credores nas quatro categorias



O Grupo Trescinco, que inclui Trescinco Distribuidora de Automóveis e Trescinco  Veículos Pesados, teve plano de recuperação judicial aprovado por 95% dos credores em assembleia, na última quarta feira (17.02). A empresa renegociou passivo do R$ 55.748.569,71 com 132 credores presentes, sendo o total de 431 credores nas quatro categorias. 

Segundo o advogado da empresa e especialista em recuperação judicial, Euclides Ribeiro Junior, a concessionária entrou em negociação com todos os credores e estabeleceu cronogramas de pagamento de até 60 meses. Desde a aprovação do pedido de recuperação judicial a empresa se manteve operante no mercado. 

A classe garantia real teve plano aprovado por 68,5%, correspondente a R$ 6.563.422,78 do total dos crédito; a quirografária por 74,7%, em valores de R$ 31.826.358,33; a classe trabalhista: aprovado por 100% de 81 credores em um total de R$1 milhão; e por fim a classe micro empresa e empresas de pequeno porte foi aprovado por 100% dos credores presentes, correspondente a 04 credores.

Atualmente a empresa mantém cerca de 200 empregados e obteve a garantia da Volkswagen do Brasil exclusividade de dois anos na área operacional delimitada no contrato de concessão comercial firmado em 16 de agosto de 1972.

De acordo com o advogado, a empresa optou pela recuperação judicial e o deferimento aconteceu em 30 de janeiro de 2015, por dificuldades econômicas crescentes, como a redução das margens de venda e reduzido capital de giro. Com esse cenário, o Grupo Trescinco foi obrigado a emprestar dinheiro caro no mercado com taxas próximas de 10% ao mês, o que estrangulou completamente todo o seu planejamento financeiro. 

A Ariel Automóveis Várzea Grande e Trescinco Distribuidora de Automóveis, empresas distintas que representam a revenda Volkswagen no Estado, entraram com pedido de recuperação judicial. A primeira na 4ª Comarca da Vara Cível de Várzea Grande, e a segunda na 1ª Vara Cível de Cuiabá, em janeiro do ano passado. Na epoca, o advogado explicou que, desde o período de 2011 em diante, o setor vem sofrendo no plano nacional dificuldades econômicas crescentes, como a redução das margens de venda, pouco capital de giro, atrelados ao pouco crescimento da economia brasileira, crise mundial, alta carga tributária e elevadas taxas de juros.

Com esse cenário, as empresas foram obrigadas a emprestar dinheiro caro no mercado com taxas próximas de 10% ao mês, o que estrangulou completamente todo o seu planejamento financeiro.

 

GRUPO

A Trescinco  abriu a primeira concessionária da Volks em 1973 no Mato Grosso. No início, foi preciso trazer de outros Estados técnicos capacitados. É até hoje, a única revenda VW com este direito. 

O plano de recuperação judicial da H Print Reprografia e Automação de Escritórios LTDA, foi aprovado no último dia 02 de fevereiro por unanimidade por 3 categorias de credores, na assembleia. A empresa renegociou o passivo de R$30 milhões, que devem ser pagos em 6 anos.

A empresa,  que atua no segmento de venda e locação de equipamentos e suprimentos, reprografia, impressão e digitalização, outsourcing e ainda assistência técnica, pediu recuperação judicial em abril de 2014 por conta da inadimplência de várias instituições públicas.

Segundo o advogado da empresa, especialista em recuperação judicial, Euclides Ribeiro Junior, a empresa está operando normalmente e deve manter 280 vagas de emprego. “Com a recuperação empregos são mantidos, a empresa ganha novo fôlego. E a atividade continua e os investimentos também”, defendeu.

Transporte – Foi aprovado ainda em fevereiro mais um plano de recuperação de empresas de transporte. A Tanakinha Transportes e a Serra Diesel e Transporte LTDA tiveram plano acatado por 100% das categorias de credores.  As empresas renegociaram passivo de R$10 milhões que deve ser pago em 6 anos. Com a RJ a empresa mantém 80 empregos diretos.

O segmento de transporte foi afetado diretamente com aumento dos combustíveis e corte de financiamentos.

 











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