26.01.2020 | 14h40


CASO BRUNO

'Perda de patrocínios fez Operário desistir e não protestos', diz presidente do time

Para Éder Taques, dirigente do clube várzea-grandense, os patrocinadores se precipitaram ao romper contratos.


DA REDAÇÃO

O presidente do Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOVG), Éder Taques, afirmou em entrevista ao  que o principal motivo da desistência do clube em contratar o goleiro feminicida Bruno Fernandes foi a perda de patrocinadores devido à polêmica.

O dirigente, porém, nega que as vaias e protestos de homens e mulheres durante o primeiro jogo do time no Campeonato Mato-grossense, na noite da última terça-feira (22), no Estádio Dito Souza, em Várzea Grande, tenha surtido efeito suficiente para encerrar as negociações com o ex-goleiro do Flamengo.

“Não foi pela questão dos protestos. Perdemos patrocínio, um prejuízo geral, então fizemos uma avaliação de tudo e chegamos à conclusão que não poderíamos prosseguir com a contratação”, respondeu Éder Taques.

“Não foi pela questão dos protestos. Perdemos patrocínio, um prejuízo geral, então fizemos uma avaliação de tudo e chegamos à conclusão que não poderíamos prosseguir com a contratação”, respondeu.

Buscando enterrar de vez o assunto, Éder Taques comentou que a saída dos patrocinadores foi precipitada. Sem entrar em detalhes e nem citar os patrocinadores deixaram o clube os que devem sair em um futuro recente, o dirigente afirmou que o assunto ainda é interno no Operário.

“Tem uns patrocinadores que vão sair outros que irão entrar. Enfim é um direito que cada um tem”, relatou.

Segundo ele, o clube apenas conversou com Bruno Fernandes, ou seja, ainda não havia batido o martelo, por isso alega que a repercussão do caso foi além do necessário.

“O jogador não tinha assinado o contrato, foi apenas uma possibilidade que se ventilou. Acho que [patrocinadores] se precipitaram um pouco. A partir do momento em que ele assina um contrato, aí sim tem o direito de manifestar. Mas é coisa do passado, a gente não fala mais nesse momento”, encerrou a entrevista.

Prejuízos

“O jogador não tinha assinado o contrato e foi apenas uma possibilidade que se ventilou. Acho que [patrocinadores] se precipitaram um pouco”, É.

No auge da polêmica a Cooperativa Sicredi determinou a retirada de sua marca das camisetas do Operário, por causa da contratação.

A Eletromóveis Martinello seguiu a cooperativa e também retirou a marca da camiseta do clube. Em nota, a Martinello afirmou que não é seu papel intervir em decisões administrativas das equipes participantes, mas que não permitiria, ainda que seja necessário uso de medida judicial, que o clube utilizasse a marca da empresa.

Vetou ainda que o Operário utilizasse painéis da Martinello, enquanto o time mantivesse Bruno em seu quadro de atletas.

O crime

Bruno era goleiro do Flamengo e estava no auge da carreira quando foi condenado pela morte da mãe de seu filho, Eliza Samudio.

O goleiro sequestrou a vítima, assassinou e ocultou o corpo, segundo o processo judicial.

Até hoje as autoridades não conseguiram descobrir onde estão os restos mortais de Eliza Samudio.











(2) COMENTÁRIOS

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Madson  27.01.20 20h06
Tem é que expulsar um técnico deste, afinal perder todos os torcedores, eu até tinha uma simpatia o por este clube, mas já perdi a simpatia.

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joana  26.01.20 16h47
todo mundo sabe disso

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