25.08.2015 | 15h45


GERAL / DIVERSIDADE CULTURAL

Patrimônio mato-grossense é destaque de exposição em Brasília

A ação faz parte das comemorações dos 45 anos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e é um intercâmbio entre as universidades do Centro-Oeste.



Brasília recebe desde esta terça-feira (25) a Exposição Itinerante do Patrimônio Imaterial Mato-grossense (Expoimat), realizada na Casa da Cultura da América Latina (CAL), importante espaço cultural da Universidade de Brasília/Decanato de Extensão (UnB/DEX).

Os visitantes poderão conhecer peças raras indígenas e o destaque nesta nova montagem é o Paríko, da etnia Bororo, que possui um grande significado cultural para o povo bororo e está presente nos seus rituais.

 

A ação faz parte das comemorações dos 45 anos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e é um intercâmbio entre as universidades do Centro-Oeste. A Expoimat é um projeto de extensão ação afirmativa da pró-reitoria de cultura, extensão e vivência (Procev-Codex). O acervo, curadoria, apoio técnico e expográfico são do Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia da UFMT. A equipe executora é do departamento de história/etrúria - laboratório de estudos da memória, patrimônio e ensino de istória.

Esta exposição proporciona ao público a oportunidade de observar uma amostra dos principais bens culturais de Mato Grosso, representativos da diversidade e do patrimônio cultural do estado, que se materializam nos artefatos da cultura material de etnias indígenas como as bonecas de cerâmica Karajá Ritxoko, - saber já registrado como patrimônio cultural do Brasil, além da rede de dormir Kura Bakairi, cestos Nambijkuara e outros.

Os visitantes poderão conhecer peças raras indígenas e o destaque nesta nova montagem é o Paríko, da etnia Bororo, que possui um grande significado cultural para o povo bororo e está presente nos seus rituais. Vale ressaltar o ritual Yaokwa, dos Enawene-Nawe, celebração registrada como Patrimônio do Brasil em 2010. Estão em evidência significativos bens expressivos das comunidades tradicionais ribeirinhas pantaneiras como de São Gonçalo e Limpo Grande; e ainda de grupos quilombolas como de Vila Bela da Santíssima Trindade, que tem na festança um exemplar admirável da cultura afro-mato-grossense.

A exposição apresenta um conjunto de imagens representativas das expressões culturais imateriais (saberes, danças, rituais, celebrações, lugares), a partir das lentes de dois importantes fotógrafos do nosso estado

 

Desse modo, a exposição apresenta um conjunto de imagens representativas das expressões culturais imateriais (saberes, danças, rituais, celebrações, lugares), a partir das lentes de dois importantes fotógrafos do nosso estado: Mario Friedlander e Laercio Miranda. A Expoimat foi montada a partir do inventário do patrimônio imaterial como apoio do Iphan e teve sua primeira edição em 2011 no Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT (Macp). Desde então, tem circulado por diversos lugares dentro e fora do estado como Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade, Goiânia (GO), Corumbá (MS) e Brasília (DF), além do Museu do Morro da Caixa d’Água Velha em 2014.

A professora do Departamento de História/Etruria da UFMT, Thereza Martha Presotti, coordenadora e uma das curadoras da Expoimat, conta com apoio de quatro bolsistas discentes do ICHS: Alexandre Arruda Peixoto, Eric Kamikiawa Kura Bakairi, José Antonio Parava Chiquitano e Natalia Ramires. Além da montagem da exposição, o evento oferece a Oficina de Educação Patrimonial para os guias que irão monitorar a mostra, subsidiando a aplicação da Lei 11.645 que indica que se ensine a história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas.

A abertura acontece às 19h nesta terça, com a presença da reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, do pró-reitor Fabricio Carvalho e do músico, professor e pesquisador Habel dy Anjos, do Departamento de Música da UFMT, importante estudioso da viola de cocho que irá tocar este instrumento musical, ícone cultural do Pantanal de MT e MS (a ela estão associadas as formas de expressão do siriri e cururu) e que, neste ano, comemora seus 10 anos de Registro como Patrimônio Cultural do Brasil. 

 











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