18.07.2019 | 20h50


ATAQUE NO PARQUE

ONG defende jacaré e aponta imprudência de dono em morte de cachorro

O grupo de defensores de animais reforça que jacarés são selvagens e o animal agiu por instinto.


DA REDAÇÃO

Após a polêmica sobre o caso do jacaré que atacou e matou um cão de estimação, na noite do último sábado (13), no Parque das Águas, em Cuiabá, o Projeto Luta e União de Amigos para Animais em Risco (Lunaar) saiu em defesa do réptil, que vive na lagoa do espaço público.

Em manifesto publicado, na segunda-feira (15), em seu perfil do Instagram, o projeto Lunaar argumenta que houve imprudência, por parte do tutor do cachorro e a culpa da morte do cão não pode ser atribuída ao jacaré.

 

“Ele não fez isso por maldade. Maldade é apedrejar ou querer a morte do animal por conta de uma situação dessa”, publicou.

 

O animal de estimação foi atacado pelo réptil, enquanto brincava com o dono e pulou na água para buscar um graveto, que havia sido jogado pelo próprio dono. No domingo (14), o corpo do cão foi resgatado antes que fosse devorado pelo predador.

O espaço que abriga o Parque das Águas de Cuiabá costumava ser um pântano, habitat natural de muito animais. O lago foi mantido com a construção em 2016 e desde então, seres humanos e bichos coabitam a área pública.

Em texto, o Lunaar defende o jacaré e, aponta que o ambiente é estressante para os répteis que ali vivem, pois muitas vezes eles são agredidos.

“Além disso, os animais são apedrejados (pois já vivenciamos situações), envenenados (já recebemos denúncias) e nada foi feito para o deslocamento dos animais para um local mais seguro e com boas condições de vida”, diz trecho da postagem.

O grupo pede que as pessoas que estão tendo reações agressivas, pedindo que os répteis sejam realocados e, até sua morte, reflitam. É apontado que os animais têm instintos selvagens. “Ele não fez isso por maldade. Maldade é apedrejar ou querer a morte do animal por conta de uma situação dessa”, defende.

Veja a publicação

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Remoção descartada

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que o incidente foi pontual e que os répteis e as capivaras estão em seu habitat natural. Alertaque o espaço deve ser respeitado pelos frequentadores que aproveitam da beleza da região para práticas esportivas e de lazer.

Também foi colocado que os quatro jacarés que vivem na lagoa do local não serão retirados de lá e levados para outro local.

Os jacarés são famosos conhecidos da população cuiabana, visto que costumam circular no entorno do Parque das Águas e já foram feitos diversos registros desses "passeios".  Um dos animais ganhou o nome de Celson. 

Medidas de segurança

A Prefeitura informou que irá aumentar o efetivo de educadores ambientais, monitores e seguranças.

A sinalização existe, mas deve ser reforçada para advertir sobre a utilização dos espaços.

Parte da área,  em torno da lagoa, conta com uma cerca que separa o parque da nascente, que fica na região da mata fechada, impedindo que outros animais silvestres adentrem o local público.

“É importante destacar que o lago existe para contemplação, não para banho ou prática de esportes”, destaca trecho da nota.

Veja nota da Prefeitura na íntegra:

A respeito da segurança no Parque das Águas a Prefeitura de Cuiabá informa que:

- O incidente no qual um cachorro foi atacado por um jacaré é pontual, uma vez que nenhuma situação semelhante foi registrada desde a inauguração do Parque, em 2016.

- O jacaré estava em seu habitat natural, dentro do lago, quando o cachorro entrou na água para buscar um graveto, arremessado por seu dono.

- Parte do espaço conta com uma cerca que separa o Parque da nascente do lago, que fica em uma região de mata fechada. Isso impede que outros animais silvestres invadam a área pública.

- Mesmo que a cerca fosse instalada ao redor de todo o lago, a medida não evitaria esta ocorrência, uma vez que o cão foi incentivado a entrar na água e sua movimentação na superfície motivou o ataque.

- O Parque das Águas conta com monitores e guardas. A orientação repassada aos profissionais é para que não permitam que os frequentadores subam na cascata ou entrem no lago.

- É importante destacar que o lago existe para contemplação, não para banho ou prática de esportes.

- Por toda a área, há placas que informam sobre a proibição de entrada na água. A sinalização, contudo, será reforçada, assim como o número de educadores ambientais no local.

- Essas medidas visam à conscientização dos frequentadores e evitarão que outros incidentes do tipo aconteçam. 

- Há que se reforçar ainda que os jacarés e capivaras estão em seu habitat natural e que o espaço deve ser respeitado pelos seres humanos que aproveitam da beleza da região para práticas esportivas e de lazer.

 











(1) COMENTÁRIOS

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Pescador  19.07.19 08h22
Pois bem, já imaginaram se fosse uma criança? "a mais o jacaré esta em seu habitat natural, nós que estamos invadindo o território dele", concordo em partes, até porque quando decidiram fazer esse belissimo parte, deviam ter pensado que por ali existe animais, como o jacaré, diante disso não se pensaram no minimo de segurança, já vimos eles circulando pelas ruas, já vimos eles atacando cachorros, eai? vão esperar o que? morder uma criança, ou até mesmo um adulto ? retirem o animal dali, levem para o pantanal ou para algum lugar em que ele esteja seguro e não ofereça risco a milhares de pessoas que por ali passeiam. É um absurdo o que está acontecendo, existe uma proliferação absurda de jacaré no pantanal, bicho este que tem como um dos poucos predador a onça pintada, animal com risco de extinção... precisamos fazer o controle disso o quanto antes. #BOLSOMITOLIBEREACAÇADOJACARÉ

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