30.05.2020 | 15h30


GERAL / ERRO EM HOSPITAL

Neta relata terror ao descobrir ter enterrado corpo de outra pessoa no lugar da avó

A idosa Alaíde Rosa morreu com suspeita de covid no último dia 26. Porém, no caixão lacrado sepultado pela família estava o cadáver de Adélio João de Souza.


DA REDAÇÃO

A família da idosa Alaíde Rosa de Aquino passou dias de terror, ao ser obrigado a realizar o enterro da vítima duas vezes na mesma semana. Acontece que o corpo de Alaíde foi trocado pelo de Adélio João de Souza, que também faleceu na terça-feira (26), no Hospital São Luiz, em Cáceres (225 km da Capital).

A neta de Alaíde, Renata de Aquino Valverde, de 22 anos, explicou que foi extremamente doloroso, já que enterraram Adélio na terça-feira, como se fosse sua avó e, na manhã de quarta-feira (27), enterraram Alaíde.

“Está todo mundo muito abalado. Você vai lá sofrer e chorar, aí descobre que você vai ter que passar por tudo aquilo de novo, porque não era a pessoa que você achou que era. É humilhante, pela forma de como eles tratam as pessoas [no hospital], com a maior frieza”, afirma Renata.

“Está todo mundo muito abalado. Você vai lá sofrer e chorar, aí descobre que você vai ter que passar por tudo aquilo de novo, porque não era a pessoa que você achou que era. É humilhante, pela forma de como eles tratam as pessoas [no hospital], com a maior frieza”, afirma Renata.

A família foi comunicada da morte de Alaíde no dia 27 e, seguiu de São José de Quatro Marcos (315 km da Capital), para Cáceres, já que o corpo de Alaíde não poderia ir para a sua cidade natal.

A idosa foi diagnosticada com suspeita de covid-19, no entanto seu teste rápido deu negativo e, o hospital, segundo a família, apresenta resistência para entregar os documentos referentes à morte de Alaíde.

Renata informou que eles aguardam o resultado, de um novo exame de coronavírus feito pelo Hospital São Luiz.

A neta conta que a avó tinha histórico de doenças respiratórias e, foi levada devido a esse problema, que enfrenta há anos, para Cáceres, sendo pouco provável que ela tenha morrido por coronavírus.

Os parentes de Adélio só poderão enterrá-lo após sete dias, quando haverá a exumação do corpo.

Além disso, ela aponta que a família teve diversos gastos para poder enterrar a idosa, já que foi em outra cidade, onde eles não têm um espaço familiar no cemitério. Diferente do que o Hospital São Luiz divulgou, em nota anterior, a família alega que eles não estão prestando nenhum auxílio.

Inclusive relatam diversas dificuldades com a unidade de saúde, por isso, acabaram contratando um advogado para lidar com os trâmites. 

As famílias de Alaíde e de Adélio, que morreu por doenças cardiorrespiratórias, registraram um boletim de ocorrência contra a unidade de saúde.

Os parentes de Adélio só poderão enterrá-lo após sete dias, quando haverá a exumação do corpo.











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