11.02.2015 | 19h50


EFEITO CORRUPÇÃO

Navio plataforma da Petrobras explode e mata três ; seis estão desaparecidos



Três pessoas morreram, ao menos dez estão feridas em estado grave e seis estão desaparecidas após a explosão do navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus, ocorrida na tarde desta quarta-feira (11), confirmou a Petrobras. O acidente ocorreu na região de Aracruz, no norte do Espírito Santo, e foi provocado por um vazamento de gás na casa de bombas, de acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo. O navio atuava nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, a cerca de 120 quilômetros da costa.

Ao todo, 74 pessoas estavam na plataforma no momento do acidente. Segundo a Petrobras, por volta de 12h50 ocorreu uma explosão a bordo do navio-plataforma. Entre os feridos há duas vítimas de queimaduras graves e oito vítimas de trauma, informou a Secretaria de Estado da Saúde do Estado. Eles foram transferidos para os hospitais particulares Vitória Apart Hospital e Hospital Metropolitano.

De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo), não houve derramamento de óleo, o fogo foi debelado e a plataforma está "estabilizada".

Em nota, a Petrobras lamentou o acidente e citou o "Plano de Emergência". "O acidente foi controlado a partir do imediato acionamento do Plano de Emergência com a mobilização de todos os recursos necessários. As operações da plataforma foram interrompidas", diz a nota da empresa.  A BW Offshore, que opera para a estatal o navio-plataforma, informou que está prestando toda assistência aos funcionários e familiares. 

Segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, o governo acionou esquema de emergência para receber feridos no aeroporto de Vitória. "A plataforma está sem comunicação. Estamos fazendo contato por meio da plataforma Vitória (próxima ao local do acidente)", disse o diretor da FUP (Departamento de Segurança da Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel.

A Capitania dos Portos vai abrir um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas e responsabilidades na explosão. O prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias.

Segundo o inspetor de equipamento Gerson Pistori, especialista em segurança de plataformas, que presta serviços para Petrobras há 13 anos, o navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus era classificado como um local de alto-risco por operar com gás. Ele acredita que o mais provável é que o acidente tenha ocorrido em uma área restrita da plataforma.

"As plataformas são todas setorizadas, poucas pessoas têm acesso a área da casa de bombas. O grosso do pessoal deveria estar em uma área longe do acidente, já que estão conseguindo fazer resgate aéreo e por baleeiro (navio específico para resgates em alto mar)", afirma.

O navio-plataforma produziu em média 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e 2 mil barris de petróleo por dia em dezembro, segundo Rangel. A concessão de Camarupim é operada pela Petrobras, e a de Camarupim Norte é uma parceria entre a Petrobras (65%) e a empresa Ouro Preto Energia (35%).











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