22.01.2020 | 08h45


FEMINICIDA ÍDOLO

Procuradora: Crime contra mulher não significa mais nada

Manifestação ocorreu na noite de terça-feira (22), em Várzea Grande, durante a abertura do Campeonato Mato-grossense. Grupo quer evitar contração do goleiro Bruno, ex-Flamengo, pelo Operário


DA REDAÇÃO

O Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOVG) fez sua estreia, em meio à polêmica contratação do goleiro feminicida Bruno Fernandes, contra o time do Poconé, na noite de terça-feira (22), no Estádio Dito Souza, em Várzea Grande, sob vaias e protestos.

A partida marca a abertura do Campeonato Mato-Grossense de 2020, em que dezenas de mulheres e homens se manifestaram na porta do estádio, aos gritos de Bruno não: “Meu ídolo não é feminicida. Respeitem as mulheres. Operário sim, assassino, não”, entre outros dizeres.

Dezenas de mulheres e homens se manifestaram na porta do estádio, aos gritos de Bruno não: “Meu ídolo não é feminicida. Respeitem as mulheres. Operário sim, assassino, não”, entre outros dizeres.

A manifestação foi organizada pelo Bloco de Mulheres, que buscou reunir a população, para externar a indignação e cobrar uma solução dos dirigentes de CEOVG em relação à contratação de Bruno Fernandes.

O grupo se reuniu trajando camisetas pretas, cartazes com frases de efeito, carro de som e muita luta pelos direitos das mulheres.

A procuradora e presidente do Conselho das Mulheres em Mato Grosso, Glaucia Amaral, chamou atenção para o fato de colocar o goleiro em posição de ídolo, após ele ter sido condenado por um assassinato.

“Sabemos da influência do futebol. As crianças, principalmente, veem os jogadores como ídolos, como exemplo. Aqui, infelizmente, vemos a chancela, a declaração de que o crime contra a mulher não significa nada”, argumentou.

Bruno Não 

No último domingo (19), a empresária e torcedora operariana Emmanuela Ximita criou um grupo no WhatsApp intitulado “Bruno não”.

O intuito é promover atos de repúdio para impedir que o ex-goleiro do Flamengo jogue pelo time.

A contratação do goleiro Bruno, condenado por feminicídio, para atuar no Clube Operário de Várzea Grande, tem causado burburinho e repercutido de forma negativa, em todo o país.

O intuito é promover atos de repúdio para impedir que o ex-goleiro do Flamengo jogue pelo time.

Essa onda contrária já fez empresas como o Sicredi e a Eletromóveis Martinello retirarem suas marcas da camiseta do clube

Revolta

Conhecido como “Chicote da Fronteira”, o Operário tem sofrido com a pressão dos torcedores e da população da região metropolitana que são contrários à vinda de Bruno. Imagens circulam nas redes sociais, em que aparece o clube com a estampa de “Vergonha da Fronteira”, fazendo trocadilho com o apelido do time.

Um dos argumentos contrários à contratação é de que Bruno não demonstra arrependimento, visto, que até hoje não informou onde enterrou o cadáver da sua ex-companheira Eliza Samudio.

 

Ele foi preso em 2010 e condenado em 2013 por homicídio triplamente qualificado. Em menos de dois anos foi transferido para o regime semiaberto.

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