13.09.2019 | 09h50


VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Mulher acusa médicos de rasgarem vagina e quebrar clavícula de bebê durante parto

A vítima procurou a Delegacia da cidade de Sorriso na terça-feira (10), nove dias após o nascimento da criança.


DA REDAÇÃO

Uma mulher de 36 anos, nome não divulgado, denunciou o Hospital Regional de Sorriso (HRS) à Polícia Judiciária Civil (PJC) por violência obstétrica na terça-feira (10). De acordo com a vítima, o bebê nasceu com a clavícula (osso do ombro) quebrada, além da equipe médica ter rasgado sua vagina até o ânus durante o parto no dia 1º de setembro.

A mulher, ainda grávida, começou a se consultar no hospital, onde ganharia o bebê, no dia 13 de agosto em continuidade ao acompanhamento da gravidez.

No último dia 31, segundo a vítima, ela foi internada e os médicos induziram o parto dela, quando se injeta hormônios para dar início às contrações e dilatação para a passagem da criança e no dia 1º de setembro ela deu à luz a uma menina.

Ela disse ter sentido muitas dores, então teria ligado para um hospital particular, pois, já não queria mais fazer o parto no Regional, porém, não foi liberada pela equipe médica.

Na delegacia, a mulher revelou ainda que, além de ter rasgado a vagina sem necessidade, um exame de raio-x detectou que o osso do ombro da criança estava quebrado.

O pós-parto, segundo a paciente, também foi mal feito, uma vez que recebeu alta no dia 2 de setembro, sem acompanhamento agendado e a criança sem curativos.

Outro lado

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Estado informou que “não recebeu a notificação da Polícia Civil referente ao Boletim de Ocorrência. Contudo, diante das informações veiculadas pela imprensa, a SES-MT esclarece que está à disposição da Polícia Judiciária Civil para prestar todos os esclarecimentos necessários e contribuir para a investigação do caso”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE SUPOSTO CASO DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO HR SORRISO

Por meio da direção do Hospital Regional de Sorriso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que, até o momento – dia 12 de setembro –, não recebeu a notificação da Polícia Civil referente ao Boletim de Ocorrência. Contudo, diante das informações veiculadas pela imprensa, a SES-MT esclarece que está à disposição da Polícia Judiciária Civil para prestar todos os esclarecimentos necessários e contribuir para a investigação do caso.











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