25.05.2015 | 15h20


SEM ACORDO

Motoristas de ônibus entram em greve nesta terça em Cuiabá e VG

Eles querem R$ 2 mil em carteira, mais 150 de vale alimentação e 250 para fazer o serviço de cobrador.


DA REDAÇÃO

Toda a frota que presta serviço de transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande ameaça parar nesta terça-feira (26).

Os motoristas querem um aumento de R$ 1.800 para R$ 2 mil, reajuste de R$ 100 para R$ 150 no vale alimentação e de R$ 230 para R$ 250 de comissão a mais, que recebem para fazer o serviço que era do cobrador

A decisão pela greve geral foi firmada em Assembleia Geral da categoria na última sexta-feira (22), após os empresários do setor anunciarem que as reivindicações dos trabalhadores são inviáveis para o momento.

Os motoristas das quatro empresas que operam na Grande Cuiabá querem um aumento salarial de R$ 1.800 para R$ 2 mil, valor assinado em carteira. Pedem ainda um reajuste de R$ 100 para R$ 150 no vale alimentação e de R$ 230 para R$ 250 de comissão a mais, que recebem para fazer o serviço que era do cobrador, cargo extinto em 2013.

Estão unificados nesta mesma decisão os motoristas das diversas empresas de microonibus que também operam na Grande Cuiabá. 

Os empresários oferecem, por meio de nota pública, 8,34% de reajuste.

Os empresários oferecem, por meio de nota pública, 8,34% de reajuste.

“Com inflação mais alta e o passo mais lento da economia, o ambiente para as negociações salariais está mais difícil”, diz trecho da nota. 

Se esta for a resposta à categoria mantida até a meia noite desta segunda-feira (25), horário que a frota para de rodar, quando o dia amanhecer, às 5 horas, quando deveriam iniciar a circulação na área metropolitana, os carros vão continuar no pátio.

O diretor de Imprensa do Sindicato dos Motoristas, Erisvaldo Pereira, informa que a ideia é parar em 100% e que não dá para garantir que 30% da categoria vá rodar, como preconiza a Justiça, por se tratar de serviço essencial. "Vai depender do clima do movimento", avisa.

 

Confira nota na íntegra emitida pelo empresariado do setor:

"As empresas do transporte coletivo já anunciaram aos trabalhadores que será possível reajustar os salários com base no INPC acumulado nos últimos 12 meses o que dá um reajuste de 8,34%. 

Com inflação mais alta e o passo mais lento da economia, o ambiente para as negociações salariais está mais difícil. 

Dados relativos a acordos e convenções coletivas registrados no Ministério do Trabalho (MTE) nos três primeiros meses do ano mostram aumento no número de negociações que terminam sem que o trabalhador consiga sequer repor as perdas geradas pela inflação.

Ao mesmo tempo, há uma redução gradativa no percentual do reajuste acima da inflação, das categorias que conseguem obter algum ganho real.

No primeiro trimestre deste ano, 10,94% das negociações foram fechadas com correção inferior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 7,68% nos doze meses encerrados em março.

É o triplo do registrado em igual período do ano passado, quando apenas 3,54% dos 5.031 acordos resultaram em índice menor que o INPC, na época em 5,38%."











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