10.02.2015 | 21h39


PREVISÃO DE R$ 10,00

Mendes descarta Prefeitura bancar parte do valor da passagem do VLT

À imprensa Mauro Mendes justificou que a Prefeitura estaria sobrecarregada os custos do “passe livre” fornecido aos estudantes.


DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), descartou qualquer possibilidade do município custear parte da tarifa do VLT, que ainda não foi definida, mas que de acordo com o secretário do Gabinete de Gestão Estratégica do Estado, Gustavo Oliveira, poderá chegar a R$10.

“A Prefeitura municipal de Cuiabá não tem a menor condição de subsidiar além daquilo que ela já faz. Se os estudantes andam em Cuiabá sem a pagar é porque Prefeitura gasta R$ 18 milhões por ano para pagar isso".

Em coletiva à imprensa, nesta segunda-feira (9), logo após a audiência pública em que o governo do Estado apresentou um relatório das obras da Copa e VLT, Mendes frisou que a Prefeitura estaria sobrecarregada com os custos do “passe livre”.

“A Prefeitura  municipal de Cuiabá não tem a menor condição de subsidiar além daquilo que ela já faz hoje, porque se os estudantes andam em Cuiabá sem a pagar é porque Prefeitura gasta  R$ 18 milhões por ano para pagar isso. Então isso é dinheiro que sai do bolso do contribuinte, além de que outra parte também é paga pelos trabalhadores, pelos  empresários, pela empregada doméstica para que eles andem de graça. Então se vai ter um VLT que vai custar muito mais caro e vai ter que exigir subsídio, a Prefeitura de Cuiabá não tem a menor condição de fazer isso”, disparou.

"Não temos tanto dinheiro assim para querer comprar uma Ferrari, se um carro menor poderia fazer o mesmo trabalho”.

Quanto à incógnita do custo final do VLT, tanto para o governo que prevê a necessidade de investir cerca de R$ 500 milhões a mais, quanto para a população que ainda não sabe quanto  poderia custar a passagem do modal, Mendes chegou a comparar a compra do “trem” a de um carro de luxo, com o orçamento compatível para a compra de um popular.

“Já está se configurando como um grande prejuízo para a sociedade. Além de um grande investimento a mais num sistema de transporte, nós poderíamos ter outro, que responderia da mesma forma, para ajudar a melhorar  a qualidade e a mobilidade em Cuiabá, custando muito mais. Não temos  tanto dinheiro assim para querer comprar uma Ferrari, se um carro menor poderia fazer o mesmo trabalho”, declarou.

A indefinição sobre a tarifa do VLT também fez com que o prefeito adiasse por pelo menos seis meses o lançamento do edital de licitação para o serviço de transporte público, da capital, que já havia sido anunciado por ele, que também já tinha criado uma comissão para definir o edital, já que a última licitação teria sido feita em 2004, com validade até 2012 e prorrogado até 2019, conforme explicou o prefeito.











(2) COMENTÁRIOS

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Mteus  12.02.15 09h18
É claro que Mauro Mendes descarta esta possibilidade ja que ele estará fora da prefeitura e diga de passagem, muito bem longe daqui um ano e pouco.

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odair  11.02.15 08h18
Eu nao consigo entender,os criterios utilizados para o calculo da tarifa do VLT,em torno de 10,00 reais.Em Sao Paulo,a tarifa do metro e 3,50 e olha que o sistema para ser implantado e muito mais oneroso que o VLT.

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