08.11.2019 | 15h31


IMPOSTO DE RENDA MOTIVOU

Médico é condenado 5 anos depois por espancar a ex em Cuiabá

De acordo com o processo, as agressões aconteceram em 2014 durante o processo de separação do casal.


DA REDAÇÃO

O ginecologista-obstetra M.P.S. foi condenado por lesão corporal, prevista na Lei Maria da Penha, pela juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1° Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá. A decisão saiu na última sexta (01). 

O médico agrediu a ex-mulher no dia 27 de abril de 2014, e levou 5 anos para ser julgado. Ainda cabe recurso. 

Segundo o processo, o caso aconteceu em edifício, localizado no bairro Bosque da Saúde. A vítima e o agressor estavam separados - na época - havia mais de um ano, no entanto, continuavam morando juntos no mesmo apartamento.

De acordo com os autos, a mulher o questionou sobre o seu Imposto de Renda que, segundo ela, havia um contador do ex-marido que sempre fez o serviço para ambos.  M.P.S. teria respondido para ela “se virar” dando início a uma discussão. Momento em que ele a empurrou, apertou o seu braço causando lesões e a ameaçou de morte.

Em seu depoimento, o médico negou ter agredido a vítima. No entanto, a lesão foi comprovada por exame de Corpo de Delito.

Os dois eram casados em comunhão universal de bens e ainda não haviam chegado a um acordo de divisão para selar o divórcio, por isso, viviam no mesmo apartamento.

M.P.S. foi condenado a três meses em regime aberto. Sendo assim, o médico deveria se recolher no período da noite na Casa do Albergado, no entanto, na Capital não há essa estrutura. Devido a isso, o ginecologista-obstetra terá toque de recolher, ficando em prisão domiciliar.

Além disso, ele usará uma tornozeleira eletrônica e deve seguir as medidas estabelecidas pela Justiça.

O ginecologista e obstetra é professor do curso de Medicina numa universidade de Cuiabá.

Histórico

A mulher relatou que foi casada por 11 anos com o acusado e que ele era alcoólatra. Segundo ela, a situação piorou em 2013, quando foi agredida pela primeira vez. Nesta época, os dois já estariam separados.

Defesa

Testemunhas disseram que o médico possui reputação ilibada e que desconhecem o quadro de alcoolismo. No entanto, os nomes arrolados no processo são de pessoas de convívio profissional ou esporádico do ex-casal.











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