08.07.2020 | 19h41


GERAL / PROJETO SERÁ VOTADO NA AL

Mauro prepara proposta para pagar plantonistas da Saúde afastados por covid

Governador afirmou que não é justo que o profissional fique todo o tempo de recuperação sem recebe.



O governador Mauro Mendes determinou a elaboração de um projeto de lei, nesta quarta-feira (08), no qual propõe que os profissionais contratados da Saúde que contraírem a covid-19 possam receber do Estado os valores dos plantões durante o período de recuperação.

O projeto deve ser encaminhado para a Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (09).

Mendes justificou que os profissionais da Saúde contratados para as unidades hospitalares do Estado recebem por plantão e não possuem vínculo empregatício, sendo chamados conforme a disponibilidade deles e necessidade do hospital.

"Se porventura esse profissional for contaminado, não seria justo ir pra casa, ficar 14 dias de recuperação e não receber nada como ocorre hoje", registrou.

De acordo com o governador, o Estado está sensível a esta situação e o projeto de lei é uma medida que visa dar segurança para que estes profissionais possam atuar sabendo que terão respaldo financeiro caso venham a precisar.

"Esse projeto de lei que enviaremos à Assembleia prevê que ele possa receber do Estado o mesmo número de plantão que fez nos ultimos 14 dias. Ou seja, se nos últimos 14 dias antes de contrair a covid, ele fez 6 plantões, o Estado paga outros 6 plantões nos 14 dias em que ele estiver afastado", explicou.

Valorização dos profissionais

Outra medida do Governo do Estado para tornar mais atrativa a contratação de profissionais da Saúde foi o pagamento de um percentual por assiduidade, que é acrescido no valor dos plantões. 

O Estado também tem dado ampla publicidade ao edital para contratação de mais de 500 profissionais de Saúde. 

Porém, ainda há uma grande dificuldade de contratação em razão da falta de mão de obra disponível no mercado, e esse é um dos principais desafios para o enfrentamento do coronavírus em todo o Brasil. Somente em Mato Grosso, mais de 60 profissionais essenciais para a manutenção de UTIs estão afastados.











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