19.05.2020 | 09h34


GERAL / PANDEMÔNIO NA EDUCAÇÃO

Mauro: Cidades onde não há casos de covid não é necessária medida alguma de restrição

O governador Mauro Mendes disse, em entrevista à Jovem Pan, que prefeituras precisam tomar decisões em conjunto com o governo; "se a rede estadual voltar nos municípios, os alunos ficam sem transporte se a rede municipal continuar parada"



O risco de comprometimento do ano escolar foi enfatizado pelo governador Mauro Mendes durante entrevista ao vivo à rádio Jovem Pan FM 93.3 de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (19). Ele destacou a necessidade de municípios e Estado tomarem decisões em conjunto sobre a educação, voltando a ressaltar que em cidades onde não há nenhum caso de covid-19 confirmado não é necessária nenhuma medida de restrição.

Entretanto, Mendes enfatiza que não é possível determinar o retorno na rede estadual se os prefeitos decidirem manter a rede municipal parada, principalmente pela questão do transporte público. O deslocamento dos estudantes é responsabilidade dos governos municipais, embora o estadual repasse verbas para este fim.

Desta forma, se a rede estadual voltar nos municípios onde não há casos da doença, os alunos ficariam sem transporte público se a rede municipal continuar paralisada.

A questão do retorno às aulas continua em discussão no governo do Estado, mas, para outros setores envolvidos, este não é o momento para se pensar nesta questão.

 

SINTEP

Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público em Mato Grosso (Sintep) entende que não é hora de voltar e defende que não há o que se falar em perda do ano letivo.

Presidente do Sintep, Valdeir Pereira, que é de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), é contra a retomada das aulas neste momento em qualquer município e também enfatiza que não vão ocorrer prejuízos à educação, e sim uma mudança no calendário escolar.

Pereira afirma que o Sintep defende o retorno das atividades quando as autoridades atestarem que não haverá risco de disseminação do novo coronavírus. “Há subnotificação de casos, a curva está crescente e as escolas são locais de aglomeração. Além disso, não há por parte das secretarias municipais, nem da secretaria de Educação do Estado e nem por parte do Ministério da Educação um estudo e orientações para que as aulas possam ser retomadas sem que a escola seja um foco de disseminação da covid-19. Orientações, por exemplo, de como deve ser a limpeza, de quanto em quanto tempo, se os materiais pedagógicos, muitas vezes compartilhados, poderão ser utilizados”.

Para o presidente do Sintep, a fala dos políticos em relação ao retorno das aulas é na base do “achômetro”. “Não dá para voltar às aulas na base do achômetro e correr o risco de contagiar um grupo número de pessoas”.

Valdeir Pereira destaca que se o ano letivo começar em setembro ou outubro, por exemplo, a carga horária pode ser recuperada ao longo dos anos até se chegar novamente ao início do ano civil. Enfatiza ainda que os dias letivos podem ser repensados, com atividades complementares, como acontece quando ocorrem greves.











(1) COMENTÁRIOS

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Renato  19.05.20 12h23
Às vezes confundo o Mauro Mendes com o Bolsonaro (vulgo capiroto)...

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