13.09.2019 | 17h35


HÁ 3 DIAS

Mato-grossenses estão 'presas' no deserto da Bolívia sem comida e sem água

A população pede a renúncia de representantes públicos, para isso foram feitos bloqueios e impedida a circulação de veículos.


DA REDAÇÃO

Danielly Paola Leite Lopes e sua mãe Luzia Fátima Leite Silva, duas moradoras de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá), estão presas em território boliviano há três dias, sem abrigo e comida, desde quarta-feira (11). A região do Salar de Uyuni passa por protestos dos moradores, o local é conhecido por ser o maior deserto de sal do mundo e um famoso ponto turístico.

Em entrevista ao G1, Danielly explica que a população pede a renúncia de representantes públicos, para isso foram feitos bloqueios e impedida a circulação de veículos.

As brasileiras chegaram à Bolívia na segunda-feira (02).

Elas compraram um tour de três dias pelo deserto de sal, na cidade de Uyuni, e deveriam retornar para Mato Grosso na quarta-feira (11).

“Estamos aqui na mão deles, sem comida, sem água, não tem nada aberto. Ganhamos um pacote de bolacha porque ficamos dois dias sem comer. A situação está difícil”, relatou ao G1.

“A agência pediu para esperarmos na rua, num frio de -4ºC. O dono de um restaurante foi quem nos ajudou e deu cobertas para dormirmos no chão. Nos disseram que o protesto pode durar mais um, cinco ou 10 dias. É indefinido”, continuou.

O país teria ofertado voos solidários, o que não chegou a ser efetivado.

 “Já falei com a embaixada, com o consulado, gastei meu crédito de celular, mas não sabemos o que fazer. Estamos nessa indecisão”, explicou.

As agências de turismo se propuseram a ajudar, mas aguardam a resolução do conflito. 

Outros dois mato-grossenses também estão presos no bloqueio. A última previsão era que o grupo deixasse a Bolívia nesta sexta-feira (13).

** Com informações do G1-MT











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