20.05.2016 | 13h38


GERAL / BELEZA MAIOR

Mato-grossense concorre ao título de gordinha mais bela do Brasil

Priscila está entre as 32 candidatas à mulher com o manequim acima de 46 mais bonita do país. O concurso ocorre nesta sexta-feira (20) no Rio de Janeiro.



A consultora de beleza Priscila Oliveira, de 23 anos, vai representar Mato Grosso no concurso “A mais bela gordinha do Brasil”, que será realizado nesta sexta-feira (20), no Rio de Janeiro. Moradora de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, ela está entre as 32 candidatas à mulher com o manequim acima de 46 mais bonita do país.

A jovem, que venceu o Miss Plus Size Rondonópolis em setembro do ano passado, contou que até os 18 anos pesava 46 kg. Ela não tinha tido, até então, problemas com o corpo. Nos últimos quatro anos, após um tratamento para engravidar, engordou e chegou a pesar quase 100 kg. Na opinião dela, esses concursos culturais encorajam as mulheres a se sentirem bonitas.

"Os sonhos de Deus são maiores que os meus. O que me faz ficar no plus size é saber que ser gordinha não significa estar doente, assim como estar magro não significa estar saudável”, explicou.

“No começo, não aceitei o ganho de peso, ainda mais porque o tratamento para engravidar não deu certo. Os sonhos de Deus são maiores que os meus. O que me faz ficar no plus size é saber que ser gordinha não significa estar doente, assim como estar magro não significa estar saudável”, explicou.

Priscila contou que vem fazendo parte do 'mundo plus size' há oito meses. Segundo ela, é uma forma de aprender a ser confiante, a se aceitar e se amar como realmente é, respeitando as próprias limitações. “Quero representar as mulheres de Mato Grosso, que, infelizmente, ainda passam por 'gordofobia' diariamente”, disse.

O ganho de peso quase levou Priscila à depressão, mas ela conta que buscou ajuda espiritual e emagreceu. Com 86 kg e 1,55 metros de altura, a gordinha mais bela de Mato Grosso já está no Rio de Janeiro para representar o estado com autoestima, simpatia e beleza.

“Chegou um novo tempo, de um novo estereótipo de beleza, para nós crescermos e entendermos que cada um tem o seu padrão", disse.

“Chegou um novo tempo, de um novo estereótipo de beleza, para nós crescermos e entendermos que cada um tem o seu padrão. Lógico, com muita saúde e disposição. O mais importante é ter uma vida saudável”, disse.

O concurso se apresenta com o objetivo da elevação da autoestima e valorização da beleza brasileira. Busca coroar uma mulher que se aceita com curvas voluptuosas herdadas das misturas de raças no país. A vencedora deve representar atitude e a não intimidação perante aos “padrões de beleza” impostos pela sociedade.

 

Para Priscila, o concurso deve ser acirrado. Ela explicou que a competição possui duas categorias: a tradicional [para mulheres de 18 a 36 anos] e a sênior [para a faixa etária de 36 a 55 anos]. Ao todo, 20 unidades federativas devem estar representadas pelas 32 candidatas.











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