06.12.2019 | 17h15


TRANSMITIU DOENÇA DE PROPÓSITO

Justiça manda soltar caminhoneiro que infectou mulheres com HIV

Haroldo Duarte Silveira estava preso desde agosto passado por transmitir a doença de forma proposital para pelo menos seis mulheres de Cuiabá.


DA REDAÇÃO

O caminhoneiro Haroldo Duarte Silveira, de 32 anos, acusado de transmitir de forma intencional o vírus do HIV para várias mulheres, teve alvará de soltura expedido pela Justiça, na quinta-feira (05). Ele estava detido desde agosto passado e foi indiciado por tentativas de feminicídio.

A decisão foi dada pelo juiz Jeverson Luiz Quinteiro, da 2° Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, que acolheu o pedido da defesa.

No entanto, Haroldo foi solto com tornozeleira eletrônica e as vítimas receberam botão de pânico.

O magistrado apontou que a lei não permite que uma pessoa fique em prisão preventiva de maneira perpétua e que o inquérito criminal do caso ainda não foi concluído para que houvesse julgamento.

O magistrado apontou que a lei não permite que uma pessoa fique em prisão preventiva de maneira perpétua e que o inquérito criminal do caso ainda não foi concluído para que houvesse julgamento.

Sendo assim, o juiz determinou que as vítimas fossem notificadas e, em seguida, o réu fosse solto.

“Notifique-se a ofendida acerca desta decisão, conforme determina o art. 21 da Lei n. 11.340/06. Após, expeça-se o competente ALVARÁ DE SOLTURA em favor do indigitado Haroldo Duarte da Silveira, o qual deverá ser encaminhado ao Setor de Monitoramento para aplicação de tornozeleira eletrônica e posterior soltura, salvo se por outro estiver preso”, demandou.

Entenda

O caso conta com um total de seis vítimas. De início foi contabilizado um grupo de quatro mulheres, e uma quinta situação era investigada que, posteriormente, foi confirmada. A sexta mulher se manifestou de forma espontânea, após veiculação das notícias sobre Haroldo.

Segundo a denúncia, ele sabia dos riscos da sua condição e que chegou a realizar o tratamento por um tempo, mas depois parou. Ele criava vínculo com as vítimas, se relacionava de forma séria e falava de planos.

O caso se enquadra em tentativa de feminicídio, visto que Haroldo tinha dolo, a intenção de infectar as pessoas com quem se relacionava, tendo a ciência de que AIDS não tem cura.











(1) COMENTÁRIOS

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benedito costa  06.12.19 17h43
Soltaram o cara. E aí! ele vi ficar por aí contaminando mais mulheres e gays? Não deveria ser encaminhado para a casa da Mãe Joana que acolhe essas pessoas que já tem a doença?

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