27.04.2020 | 16h05


GERAL / SANGUINÁRIO

Juíza nega pedido e homem que arrancou coração da tia continua na cadeia

A defesa de Lumar Consta da Silva pediu que a prisão fosse revogada por conta do excesso de prazo – quando o julgamento deixa de ser feito sem justificativas.


DA REDAÇÃO

A Juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, da Primeira Vara Criminal de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), negou soltar Lumar Costa da Silva. Ele está preso deste julho de 2019, após ter matado e arrancado o coração da própria tia, Maria Zélia, e entregado para a filha dela.

A decisão de manter Lumar na cadeia foi proferida no dia (16) de abril. A defesa do assassino pedia a revogação da prisão preventiva alegando o “excesso de prazo” percorrido sem que ele fosse de fato julgado pelo crime.

O argumento, porém, foi rebatido pela magistrada. “Ora, o feito tem tido justificativas mais que aceitáveis para um processamento mais alongado não só pelas suas peculiaridades”. 

A magistrada justificou pontos como a transferência dele de Sorriso para Sinop (a 500 km de Cuiabá) por ter sido ameaçado. O exame que atestou insanidade mental, realizado pela perícia em Cuiabá – além na suspensão do expediente normal nos fóruns de Mato Grosso em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

RepórterMT/Reprodução

Maria Z�lia da Silva Cosmos e Lumar Costa da Silva

Lumar matou e tirou o coração da tia em Sorriso.

Conforme noticiado pelo , após o laudo da perícia dizendo que Lumar tinha Transtorno Bipolar Afetivo, foi instaurado um “incidente de insanidade mental”. Mas tanto a defesa, quanto a acusação, ainda não tiveram vista do laudo.

“No mais, o quadro fático que autorizou a decretação da prisão permanece inalterado, como as razões que a determinaram. A prova da existência do crime e indícios de sua autoria é veemente e não foram abalados no decorrer do feito por nenhuma prova ou alegação defensiva. Na mesma linha segue o perigo gerado pelo estado de liberdade da acusada, demonstrado a partir do modus operandi utilizado, persistindo a garantia da ordem pública evitando-se, assim, que se coloquem em risco novos bens jurídicos”, disse a magistrada.

Entenda o caso 

Lumar foi morar com a tia, Maria Zélia, em Sorriso após deixar a cidade de São Paulo, onde tentou contra a vida da própria mãe com um facão.

Conforme apurado pela Polícia Civil, ele se desentendeu com vizinhos já no segundo dia que estava na cidade mato-grossense, morando de favor na casa da tia.

Maria Zélia era religiosa e também não aceitava o fato do sobrinho usar drogas em sua casa e por isso pediu para que ele saísse do imóvel.

Lumar então deixou a casa da tia e estava morando em uma quitinete ainda na região, até decidir mata-la por vingança.

A perícia suspeita que a mulher ainda estava viva quando teve o peito aberto pelo assassino e o coração arrancado, já que o corpo apresentava espuma na boca e no nariz.











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