12.10.2019 | 12h25


EXPRESSO NORTE SUL

Juíza manda empresa pagar R$ 60 mil à mulher que perdeu movimento da mão ao cair de ônibus

Além da indenização, a Expresso Norte Sul terá que pagar meio salário mínimo até a vítima completar 80 anos.


DA REDAÇÃO

A indenização está dividida em R$ 20 mil por dano moral, R$ 8 mil por dano estético e R$ 40, 9 mil referentes a parcelas atrasadas da 'pensão'. Os valores ainda sofrem correção de 1%, de acordo com INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

A empresa Expresso Norte Sul, que opera em Cuiabá, foi condenada a indenizar em R$ 68 mil uma passageira que caiu de um ônibus, na região do Morro da Luz, e perdeu os movimentos da mão esquerda, em 2012.

Além do ressarcimento, a Norte Sul também será obrigada a pagar meio salário mínimo vigente, desde a época do acidente, até a vítima completar 80 anos.

A decisão foi proferida pela juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, na última terça-feira (08) e publicada no Diário Oficial que circulou na sexta-feira (11).

A indenização está dividida em R$ 20 mil por dano moral, R$ 8 mil por dano estético e R$ 40, 9 mil referentes a parcelas atrasadas da 'pensão'. Os valores ainda sofrem correção de 1%, de acordo com INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

A empresa ainda pode recorrer da condenação.

O acidente

Conforme o processo, a vítima B.J.S. trabalhava como autônoma vendendo pão de mel e bombons para sobreviver. Ela conta que por volta das 18h do dia 16 de dezembro de 2012 tentou descer de um ônibus da empresa Expresso NS na região central de Cuiabá, porém, o motorista arrancou com o veículo e ela caiu.

Após a queda, a passageira foi novamente colocada no coletivo e o motorista seguiu o percurso de trabalho. Ele só teria parado em uma unidade de saúde com a mulher machucada após cumprir todo itinerário.

A vítima ainda alega que o motorista permaneceu no hospital até que ela fosse atendida, entretanto, nunca recebeu nenhum apoio financeiro da empresa para custear o tratamento.

Ainda conforme o processo, a mulher sofreu uma fratura no pulso e perdeu o movimento da mão esquerda, o que a impossibilita de fazer trabalhos domésticos simples.

A empresa também foi condenada a pagar as despesas processuais fixadas em 15% do valor da condenação.

 











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