23.02.2020 | 07h54


GERAL / SEXO SEM PROTEÇÃO

Infectologista: Pílula do dia seguinte altera ciclo menstrual e pode não funcionar

Médica Maira Quadros também alerta que, em caso de risco de HIV, o tramento profilático (PEP) dura 28 dias e, quem deixa de seguir, pode contrair Aids


DA REDAÇÃO

Uma das épocas mais esperadas do ano brasileiro chegou, o Carnaval, um período movido pela alegria, músicas, e muita diversão. No entanto, no meio de toda essa euforia alguns cuidados passam despercebidos, como a relação sexual desprotegida. O #reportemt conversou com a infectologista Maira Quadros, que trouxe algumas dicas e alertas para os foliões quanto às doenças sexualmente transmissíveis.

Maíra chama atenção para o uso de pílulas do dia seguinte e a Profilaxia (tratamento preventivo) Pós-exposição de Risco (Aids e outras doenças), que costumam ser usados após relações sem preservativo, pois eles podem causar reações em quem toma.  

“Pode vir a ter efeitos colaterais. A pílula do dia seguinte não é indicada [assim como os retrovirais] para ser usada diversas vezes, altera o ciclo menstrual e pode não funcionar”, afirma a médica.

Sobre a PEP, ela explica que dura 28 dias e como deve ser usada.

“É importante ressaltar que se orientamos proteção é porque existe alguém com infecção que a está transmitindo, muitas vezes mesmo sem saber, e pode estar infectado(a) por mais de uma infeção sexualmente transmissível ao mesmo tempo ou contrair várias ao longo da vida”, aconselha a médica

“Deve ser utilizada em situação em que exista risco de contágio como violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha) e acidente ocupacional. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde. Quem deixa de tomar os 28 dias completos também fica desprotegido podendo contrair o HIV. A PEP é oferecida gratuitamente pelo SUS”, ressalta a infectologista.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), diariamente ocorrem um milhão de infecções por doenças sexualmente transmissíveis (IST’S) devido à falta de proteção adequada.

A falta de prevenção se tornou uma preocupação dos órgãos de saúde. Tem se observado que nos últimos anos a população jovem tem usado cada vez menos a camisinha, em consequência tem crescido os casos de HIV/ AIDS e outras IST’s na faixa etária dos 15 anos aos 24 anos. Além disso, 52,7% dos casos de AIDS e HIV são registrados entre os 20 anos aos 34 anos.

O uso do preservativo evita a transmissão das IST’s e uma gravidez indesejada.

“É importante ressaltar que se orientamos proteção é porque existe alguém com infecção que a está transmitindo, muitas vezes mesmo sem saber, e pode estar infectado(a) por mais de uma infeção sexualmente transmissível ao mesmo tempo ou contrair várias ao longo da vida. Por isso é importante fazer exames para prevenir piora e consequências graves dessas infecções  Na dúvida, faça o teste”, aconselha a médica.

Para mulheres ela dá uma dica. "Hoje em dia existe preservativo feminino , que são encontrados nos postos de saúde, centros de testagem e aconselhamento (CTAs), serviços de assistência especializada (SAEs) e farmácias. Para pular o Carnaval, é bom levar na bolsa ou por dentro do sutiã e saber como usar (é bem fácil e prático), pois  podemos decidir sim sobre nosso futuro e não depender do parceiro querer ou não usar o preservativo masculino", diz. 

 

 











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