23.12.2014 | 08h43


GERAL / VEJA FOTOS

Inauguração do teatro da Assembleia Legislativa é prestigiada por 1,5 mil pessoas

Classe cultural, política e a sociedade mato-grossense estiveram na Assembleia Legislativa para acompanhar a inauguração do maior teatro de Mato Grosso



As cortinas foram abertas e começou o espetáculo. Prestigiada por 1,5 mil pessoas, a inauguração do teatro do Cerrado - Zulmira Canavarros, levou a classe cultural, política e sociedade mato-grossense para a Assembleia Legislativa, na noite desta segunda-feira (22). 

Com várias apresentações culturais de renomados artistas do Estado, a população desfrutou de um enorme presente que acaba de receber do Poder Legislativo: O maior teatro de Mato Grosso, um dos 70 maiores do Brasil, contando com 774 lugares para as apresentações de artes cênicas, música, dança, entre outros. 

Uma hora antes da inauguração, prevista para as 19h, todos os lugares do teatro estavam ocupados. A população atendeu prontamente o convite, compareceu ao novo espaço cultural e se impressionou com o que viu. Na parte de dentro, todos maravilhados. Já os que estavam lá fora [cerca de 800 pessoas passaram apenas pelo saguão durante o evento] acompanhavam as apresentações pelo telão e aproveitavam para conhecer o amplo espaço de entrada. Ou seja, durante o evento, aproximadamente 1,5 mil pessoas participaram da festa da cultura mato-grossense, que também foi transmitida ao vivo pela TV Assembleia, canal 30. 

De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), o teatro é um presente para a sociedade mato-grossense e classe artística. “Essa obra era um sonho que se torna realidade. Agora, entregamos esse presente para a população para que sejam realizadas as apresentações culturais, valorizando a nossa cultura e nossos artistas, além de eventos da Casa de Leis como sessão solene, especial, posse de governador e deputados. É um amplo espaço com muito conforto para receber o nosso povo. É um legado dessa legislatura para Mato Grosso”, afirmou. 

O objetivo inicial era a construção de um auditório. Mas, após o pedido da classe artística, o colégio de lideres concordou em construir o teatro. “É um espaço moderno, que possibilitará o enorme conforto, com a maior tecnologia. A classe cultural merece esse espaço para a integração da cultura da capital, do interior e do Brasil”, argumenta o parlamentar. 

Além do teatro, foi construído um estacionamento com 550 vagas, em obra que também contou com ampliação dos gabinetes dos deputados, construção da Rádio Assembleia Legislativa, e três elevadores para o teatro. “É um espaço de vocês, para passar momentos de lazer, aplaudir e vaiar, manifestar as suas vontades. Espero ter dado a minha contribuição”, disse Riva em tom de despedida, um mês antes do encerramento do seu último mandato, após 20 anos como deputado. 

A inauguração contou apresentações da dupla Nico e Lau, do autor André de Lucca com a personagem “Almerinda”, do balé clássico com o Balé Caroline, dança regional com o grupo Flor Ribeirinha, e apresentação musical do grupo Pescuma, Henrique e Claudinho. 

“Esse espaço mostra a valorização da cultura de Mato Grosso e que a Assembleia Legislativa investe para dar mais condições de desenvolvimento, valores ao Estado que sempre teve e terá muita cultura sempre”, disse o vice-governador Chico Daltro (PSD). 

Os secretários de Cultura do Estado e do Município agradeceram o Poder Legislativo pela obra que valoriza o segmento cultural e a sociedade. 

“O povo tem que agradecer, pois esse teatro é da sociedade. O presidente Riva e a Mesa Diretora estão de Parabéns pela iniciativa, onde os artistas só tem a agradecer, trata-se da realização de um sonho para a cultura de Mato Grosso”, garantiu Fabiano Prates, secretário de Estado. Já Alberto Machado, secretário municipal, lembrou que os artistas mato-grossenses participaram ativamente da obra. “É um sonho, uma conquista, este espaço que Mato Grosso tanto precisava. Ficamos felizes dos artistas poderem ter participado da realização da obra, opinando, e esse teatro vai ser um marco da nossa cultura”, observou. 

Justino Astrevo, que interpreta o Lau da dupla o Nico, participou ativamente da obra, apresentando sugestões para o arquiteto Pedro Willi Kirst. “Pra mim é um orgulho representar a classe artística, inaugurando mais um espaço cultural da maior relevância. Era pra ser um auditório, vários amigos pediram que fosse um teatro, apresentamos a idéia e transformou nesse momento histórico. O primeiro passo foi a construção, o segundo é que os artistas locais ocupem para fomentar as artes cênicas de Mato Grosso”, comentou. 

ZULMIRA CANAVARROS – Neto da homenageada, Gilberto Nasser, do Grupo Alma de Gato, contou sobre a emoção da família. “Não temos a dimensão ainda do presente que é esse teatro para a sociedade. É um teatro de primeiro mundo, foi uma surpresa enorme quando soube que a Assembleia Legislativa estava construindo esse espaço para nós, um dos melhores e maiores do Brasil. A família está honrada, Zulmira, lá de cima, está com a sua alma sorrindo. Não a conheci, mas é justa a homenagem a uma das melhores mulheres que esse Centro-Oeste já teve”. 

Zulmira de Andrade Canavarros nasceu em 1985 e faleceu em 1961, foi professora, musicista, promotora cultural e teatróloga. Fundou o Clube Feminino, idealizou o Mixto Esporte Clube e criou a primeira rádio do Centro Oeste, A Voz do Oeste.   

Estrutura – Seguindo as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas, o prédio terá lugares especiais para obesos (12), cadeirantes (12) e outros casos que necessitem de espaços especiais (10). 

O sistema de acústica do prédio foi feito com mantas especiais nas paredes, nos forros e no piso, com inclinações nos forros para reflexão do som, o que permite a perfeita audição dos eventos, de forma igual, de qualquer ponto do teatro. 

A “boca do palco” tem 14 metros de largura por 5,45 de altura e 11 metros de profundidade. Além disso, conta com seis metros de altura - fora da vista dos espectadores - para o recolhimento de cenário e varas, o que permitirá ao público, por exemplo, apreciar atrações que tenham elementos suspensos. O tablado do palco é elevado em 1 metro e 10 centímetros do chão – que comporta alçapões – para permitir apresentações de espetáculos de mágica. 

Camarins – O teatro tem dois camarins com banheiros, áreas para administração e para local para abrigar o material dos espetáculos. Tem também espaço com área de 150 metros quadrados para treinamentos, oficinas, testes, aquecimentos. 

Som e Iluminação – Tudo será controlado de forma automatizada, por meio de mesas formadas com estruturas em cabos de fibra ótica. Ao todo são 150 pontos de luz.

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(3) COMENTÁRIOS

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Yonei Martins  23.12.14 12h34
Por que ...a Assembleia Legislativa, não gastou esse dinheiro da sobra orçamentária(que hoje é de mais de 400 milhões-anos, para o deleite de 24 pseudos-parlamentares)com o termino das obras deo Hospital Central de Cuiabá, localizado a pouco mais de 300 metros da AL,que está parado há mais de 30 anos,pois foi projetado e construido na gestão do Governador JULIO CAMPOS,entre 1983-86,quando a saúde de MT era comandada pelo ilustre médico Gabriel Novis Neves. Hora bolas, não queremos festas...queremos saúde,pois com esse dinheiro gasto com esse Teatro, concluiriamos um novo Hospital de 200 leitos,e todo equipado para atender o povo de Mato Grosso. Fora...com palhaçada e corrupção.Basta....

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Júlio Santos  23.12.14 11h33
Quanto será que desviaram com a construção desse ELEFANTE BRANCO? Falta o básico para a população e esses larápios apresentam isso como se fosse um grande investimento para população.

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roberto antonio silveira  23.12.14 09h29
IMAGINA QUANTO NAO SUPER FATURARAM ESSA OBRA.....SO GENTE BO NA 1 FILA DE CADEIRAS 171NACERTA

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